Costureiras, vendedores ambulantes e manicures, formalizados como pequenos empreendedores individuais ou organizados em associações e cooperativas dos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Dias D’Ávila receberam ontem 1.392 equipamentos para geração de trabalho e renda. O termo de cessão do material foi assinado pelo governador Jaques Wagner em solenidade no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador.
Por meio do programa Vida Melhor, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), cozinhas industriais, kits para manicure e de costura, além de carrinhos de churrasco e de cachorro-quente, entre outros, foram entregues aos pequenos empreendedores.
Documentação – Os 20 trabalhadores da Cooperativa Múltipla de Fontes de Engomadeira, em Salvador, planejam elevar de um até quatro salários mínimos a renda familiar. "Precisamos apresentar toda a documentação em dia. Já produzimos numa pequena panificadora e agora vamos ampliar nosso trabalho, fornecendo quentinhas para empresas da construção civil e atendendo bufês", adiantou a conselheira administrativa da entidade, Janice Vieira.
A manicure Claudete Santos, moradora do Nordeste de Amaralina, está entre as pessoas que receberam kit manicure, com alicates, esmaltes, banco e o que ela diz ser o equipamento principal – a estufa de esterilização do material. "Custa cerca de R$ 400 um novo. Uso um emprestado, que vou devolver. É importante por representar cuidado com a saúde dos meus clientes, que atendo na minha casa ou nas casas deles."
Geração de renda – De acordo com Wagner, o Estado continua investindo para dar ocupação com geração de renda às pessoas. "Ao lado de 530 mil novos empregos ao longo de seis anos e meio de governo, estamos ajudando as pessoas, no interior e na capital, a organizarem o próprio negócio, por meio do microcrédito aliado à qualificação, em parceria com o Sebrae, e doando equipamentos como os entregues hoje."
O governador disse que o investimento na aquisição dos equipamentos é de quase R$ 1,6 milhão. "Ao ofício que as pessoas têm, agregamos valor para que elas possam produzir e ter renda melhor."
A secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Moema Gramacho, explicou que o Vida Melhor está fortalecendo o pequeno empreendedor informal para que ele possa ser formalizado. "A ideia é que as pessoas que exercem um trabalho de maneira precária tenham condições de se transformar em empreendedores individuais, formando uma rede."
Segundo a secretária, há hoje na Bahia cinco unidades de inclusão socioprodutivas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que serão expandidas para o interior. "Nessas unidades, temos os agentes de desenvolvimento, e cada um deles cuida de 60 empreendedores, fazendo a orientação para que se qualifiquem pelo Sebrae. Se precisar de recursos para o desenvolvimento do negócio, eles terão microcrédito ou serão orientados a criar fundos rotativos."
Programa atende 7.600 empreendimentos por ano
Atuando com cinco unidades-piloto de inclusão (três em Salvador, uma em Feira de Santana e outra em Lauro de Freitas e Camaçari), o programa Vida Melhor Urbano atende 7.600 empreendimentos por ano. Em 2012, assistiu 9.634 empreendedores cadastrados, selecionando 3.508 para receber equipamentos individuais.
Também promoveu 24 cursos de conteúdos diversos, movimentou, aproximadamente, R$ 300 mil em microcrédito com o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica Federal, a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) e cooperativas de crédito, e dirigiu ações específicas para os povos e comunidades tradicionais na capital baiana e RMS.