Agentes apostam em cenário positivo para exportação eólica

06/09/2013


O caminho para a consolidação da indústria eólica no Brasil já traz boas perspectivas para um cenário de exportação do País, iniciando pela América Latina, que já começa a apresentar o desenvolvimento da fonte. Um exemplo do movimento que se inicia é a Impsa que em 2013 exportou 35% do que produziu.


Para que esse cenário apresente uma evolução significativa, os fabricantes pedem que haja um investimento maior na infraestrutura logística brasileira, que ainda traz uma margem de custos altos com o transporte rodoviário e enfrenta gargalos portuários.


Para a Impsa, por exemplo, o custo da exportação dos equipamentos do Brasil para o Chile, por meio do porto de Suape, por exemplo, ainda é mais alto do que se o equipamento viesse da China.


“Vejo o futuro da energia eólica para exportação de forma muito positiva para o Brasil. Nossa produção local corresponde em média a 70%, esse ano tivemos uma exportação um pouco fora do usual, chegando a 35%”, explicou Emilio Guinazu, da Impsa.


Mas além das questões logísticas, o cenário de exportação no País só poderá ser consolidado, segundo os agentes, se o volume mínimo de 2GW provenientes dos leilões de energia puder ser mantido anualmente. Apesar do mínimo estabelecido, o ideal segundo os fabricantes, chegaria ao montante entre 3GW e 3,5GW anuais.


“Temos que ter o mínimo e 2GW, pois senão fica difícil a exportação”, apontou Eduardo Lopes, superintendente comercial da Wobben. “Para melhorar o mercado e desenvolvermos essa cadeia mais completa, com competitividade, precisamos de constância do volume dos leilões e mudanças nos impostos”.


Além disso, o que pode influenciar a o desenvolvimento da cadeia industrial para exportação é o preço dos leilões, conforme declarou o gerente geral da Vestas, Paulo Soares. “Se olharmos o mercado tendo como base a expectativa do leilão, saímos melhor do que o esperado, com o volume licitado e com a média de preço de R$110 por MWh – mesmo não sendo o ideal, uma vez que isso significou para nós R$88 por MWh, dadas as novas regras de conteúdo local e P90”.


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