19/11/2013
O empreendedorismo e o avanço do emprego andam de mãos dadas, segundo pesquisa do IBGE. É que as chamadas empresas de alto crescimento geraram quase metade (48,5%) dos postos de trabalho assalariados de 2008 a 2011. Essas firmas representavam apenas 1,5% do total de empresas, mas correspondiam a uma fatia maior do emprego --12,6%.
É tida como empresa de alto crescimento aquelas que têm um avanço de, ao menos, 20% ao ano por três anos seguidos de sua força de trabalho.
Pelos dados do IBGE, existiam em 2011 34,5 mil empresas de alto crescimento. Elas ocupavam, juntas, 5 milhões de pessoas e pagavam R$ 95,4 bilhões em salários e outras remunerações. "A geração de emprego está muito mais concentrada no Brasil em empresas de alto crescimento do que nos EUA, por exemplo. Podemos dizer que o Brasil é um país empreendedor", disse Cristiano Santos, técnico do IBGE.
Segundo o IBGE, a construção civil foi a atividade com o maior percentual de empresas de alto crescimento --12,6% em 2011. Regionalmente, Norte e Nordeste tinham proporcionalmente mais empresas de alto crescimento. Já as regiões metropolitanas concentravam 60% do total dessas firmas.
SALÁRIOS
De acordo com o IBGE, o rendimento médio das empresas de alto crescimento correspondia, em 2011, a 2,7 salários mínimos, abaixo da média geral, de 3,1 salários. Entre os setores considerando as firmas de todos os portes, os com mais altos remunerações eram os de eletricidade e gás (10 salários), atividades financeiras (7,7 salários), indústrias extrativas (6,4 salários), informação e comunicação (6,1 salários), administração pública (6 salários) e atividades profissionais, técnicas e científicas (4,4 salários).
Já os mais baixos rendimentos foram registrados por artes, cultura, esportes e recreação (1,8 salário), alojamento e alimentação (1,6 salários) e atividades administrativas e serviços complementares (1,9 salário).