Taxa de desemprego na RMS cai para 16,9% e atinge menor nível do ano

20/12/2013

PAULA JANAY ALVES


A taxa de desemprego, de 16,9%, na região metropolitana de Salvador (RMS) em novembro foi a menor registrada no ano. Em outubro, a taxa ficou em 17,1%. No mês passado, o número de desempregados foi estimado em 317 mil pessoas, cinco mil a menos do que em outubro.


A RMS de Salvador, no entanto, segue com a maior taxa de desemprego entre as seis regiões analisadas. Também foram pesquisadas Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e São Paulo.


No conjunto das seis regiões metropolitanas, a taxa de desemprego ficou em4,6% - o menor valor da série histórica da pesquisa iniciada em março de 2002.


A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) é realizada na Bahia pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


Apesar da diminuição na taxa de desemprego, foram criados só mais mil novos postos de trabalho em novembro, um número considerado baixo pelos especialistas da SEI e Dieese.


"A surpresa foi a RMS não ter gerado muitos postos de trabalho em novembro, porque historicamente gera. O número deste ano representa crescimento de 0,1%, não é o que se espera para o mês", afirma a coordenadora da PED-RMS do Dieese, Ana Margaret Simões.


O que puxou a taxa de desemprego para baixo foi a saída de quatro mil pessoas da população economicamente ativa (PEA), parcela da população que está em busca de emprego.


Explicações


Para a pesquisadora, há duas razões possíveis para a desistência de parte da população na procura de trabalho. Uma delas é a desistência da procura por emprego em um mercado de trabalho que está desaquecido.


"As pessoas pressionam o mercado de trabalho e vão se desestimulando porque não acham emprego. Então, elas saem do mercado", diz Ana Margaret Simões. A segunda razão é um possível aumento de renda das famílias, o que faz com que os mais jovens e os mais velhos deixem de procurar emprego.


Entre os setores, o comércio teve acréscimo de 6,4% no número de empregados, na comparação com novembro de 2012. A redução ficou com o setor de serviços, que caiu 2,7% entre novembro de 2012 e novembro de 2013.


O rendimento médio do trabalhador baiano aumentou 1,8% entre os ocupados, passando de R$ 1.135 para R$ 1.156. Entre os autônomos, o aumento de renda (5,6%) foi maior, subiu de R$ 892, em setembro, para R$ 942, em outubro.


Feira de Santana


Já a taxa de desemprego na região metropolitana de Feira de Santana foi calculada pela SEI em 15,9% da população economicamente ativa. São 48 mil desempregados na região e 252 mil pessoas ocupadas.


Foi a primeira vez que a região de Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, São Gonçalo dos Campos, Conceição do Jacuípe, Tanquinho e Feira de Santana é pesquisada pela PED.
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