08/01/2014
Os leilões operacionalizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica no ano passado movimentaram R$ 83,53 bilhões. Esse valor, segundo a CCEE, refere-se ao montante negociado em todos os certames de energia realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica para o ambiente regulado. Foram dois A-5, um A-3, outro de energia de reserva exclusivo para eólicas e o de energia existente A-1. Com isso, foram viabilizadas novas usinas que somarão capacidade instalada de 7,145 GW até 2018.
O maior volume negociado ficou com o A-5 e suas duas etapas realizadas no ano passado. Foram fechados acordos de R$ 56 bilhões. Logo depois aparecem os volumes de contratos do leilão de energia de reserva com R$ 13 bilhões, o A-3 com R$ 7,25 bilhões e o A-1, com R$ 6,2 bilhões divididos em três produtos diferentes.
Dentre as fontes que participaram dos certames, o destaque ficou com as eólicas, que viram o maior nível de contratação de sua história com pouco mais de 4,7 GW viabilizados nos leilões. Logo em seguida aparece a fonte hídrica com as UHEs que somaram 1,145 GW em capacidade nova e as PCHs com 481,28 MW. A biomassa foi a terceira fonte que conseguiu vender energia no país e que permitiu a entrada de 808 MW de capacidade adicional.
Apesar da térmica a carvão ter seu retorno às disputas, não houve contratos para a fonte, assim como as térmicas a gás natural. A solar participou pela primeira vez e também não fechou acordos nos leilões da Aneel.