A receita do setor de serviços brasileiro cresceu 9,3% em janeiro, em relação a janeiro de 2013, informou nesta terça-feira (18.03) o IBGE. O segmento responde por mais de 60% da economia brasileira.
Em dezembro, o avanço havia sido de 8,4% em relação ao mesmo mês de 2012, em desaceleração frente a outubro (8,8%) e novembro (8,8%). Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), em 2013, a receita teve alta acumulada de 8,5%, também com perda de ritmo frente a 2012, quando o setor cresceu 10%.
Desde o terceiro trimestre de 2013, a PMS faz parte dos cálculos do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). A pesquisa foi iniciada em janeiro de 2011 e apresenta indicadores a partir de janeiro de 2012.
O levantamento abrange atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).
Mesmo tendo perdido ritmo, em 2013 o setor foi responsável, junto com os investimentos, pela melhora do desempenho da economia brasileira. O Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) cresceu 2,3%, acima do 1% de 2012, e chegou a R$ 4,838 trilhões, informou o IBGE em 27 de fevereiro.
No cálculo do PIB, os serviços surpreenderam e avançaram 2% no ano passado, a maior contribuição para a expansão da economia. Os investimentos, por sua vez, cresceram 6,3% no ano passado, depois da queda de 4% em 2012.
Após cair 0,5% no terceiro trimestre, a economia avançou 0,7% nos três últimos meses do ano, acima das melhores expectativas do mercado, que giravam entre queda de 0,2% e alta de 0,5%. Com isso, a ameaça de uma recessão — dois trimestres seguidos de queda — não se confirmou.