Indústria de palmito vai gerar 500 empregos diretos em Entre Rios

22/08/2014


Cerca de 500 empregos diretos e indiretos serão gerados em Entre Rios, a 128 quilômetros de Salvador, com a instalação da Schultz Alimentos, empresa de Santa Catarina que está iniciando a implantação de sua indústria de processamento de produção de palmito em conserva, a instalação de viveiro de mudas e o plantio da Palmeira Real, de onde vai ser extraído o palmito.


A fábrica será instalada no Ecomundo Empresarial Entre Rios, complexo construído em uma área de um milhão de metros quadrados, com um projeto de implantação de mais de 100 empresas e a geração de mais de cinco mil empregos, e que deve reunir em um único espaço, indústria, comércio, serviço, hotelaria e habitação.


O projeto da indústria de palmito tem duas etapas, segundo informou o diretor da empresa, Kadson Schultz. O primeiro passo é o viveiro de mudas, que já começou a ser instalado e deve ficar pronto e começar a funcionar até o fim do ano; o segundo passo é a construção da indústria, que será iniciada na metade do próximo ano e começará a funcionar em 2016.


A indústria e o viveiro de mudas estão em instalação no Ecomundo Empresarial Entre Rios e o plantio da Palmeira Real será feito em Entre Rios e nos municípios vizinhos.


“Vamos processar em nossa fábrica mais de 25 mil hastes (pé de palmeira) por dia. Isso gera até 60 mil vidros de 300 g por dia. Claro que para isso precisamos plantar muita palmeira na região. Nosso mercado consumidor tem por base a Europa e a América do Norte, que consomem a parte nobre da produção, ficando no mercado interno o produto picado, considerado de segunda linha, que vai para grandes redes de pizzaria e até mesmo para as prateleiras de supermercados; e também, como projeto futuro, temos a intenção de fazer produtos como o patê, para agregar valor à mercadoria”, informou Schultz.



Sustentabilidade - Os plantios serão feitos em um raio de 150 quilômetros do Ecomundo Empresarial e a intenção da companhia é fazer parcerias com produtores rurais e também trabalhar em terras próprias.


“A parceria dá a oportunidade de que produtores da região venham a ter uma cultura rentável em suas terras, já que falamos de uma receita líquida em torno de R$ 20 mil por hectare por ano”. A principal sustentabilidade, de acordo com Schultz, é o plantio de palmeira na região.


“Sem ele o negócio não anda, depois são nossos contratos de exportação que garantem preço para remunerarmos os produtores, ou seja, saber quanto ganhará antes mesmo de plantar. Por fim, o incentivo, a partir de 2015 com o viveiro em funcionamento, do cultivo da palmeira na agricultura familiar, dando oportunidade de renda ao pequeno produtor”.


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