A Lipari Mineração foi autorizada pelo Inema (Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) a começar o processo de implantação de uma mina de diamantes que será explorada no município de Nordestina (a 340 quilômetros de Salvador). A concessão da Licença de Instalação (LI) foi publicada no dia 15 de outubro, no Diário Oficial da Bahia.
Batizada de Projeto Braúna, a mina já teve investimentos de R$ 84 milhões em pesquisa, exploração e planejamento. Mais R$ 100 milhões ainda serão investidos para a implantação do projeto. A empresa é brasileira com investidores da Bélgica, Holanda e Hong Kong.
A mina tem capacidade de processar 720 mil toneladas de minério por ano e produzir 360 mil quilates de diamante por ano, o equivalente a 72 quilos de diamante bruto.
Direcionado para a exportação, a mina produzirá diamante bruto tipo gema, material que depois de lapidado é utilizado na confecção de joias.
Segundo o vice-presidente da Lipari Mineração, Fernando Aguiar, o faturamento previsto é variável e depende do preço internacional do diamante, no entanto, a média de faturamento prevista é de R$ 192 milhões por ano. Cerca de 250 pessoas serão empregadas na fase de terraplanagem e construção civil. Quando o projeto estiver em operação, cerca de 280 empregos diretos serão criados.
Progresso - Em fevereiro de 2014, a empresa vai fornecer um curso de capacitação de mão de obra em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem industrial). Segundo o vice-presidente da Lipari Mineração, Fernando Aguiar, a empresa atualmente está analisando as condicionantes ambientais apontadas pelo Inema.
“Estamos fazendo a análise para o nosso planejamento. No entanto, não há nada que impeça a implantação. Pretendemos iniciar as atividades em novembro, com as primeiras atividades de terraplanagem”, diz.
A expectativa da empresa é concluir toda a fase de montagem industrial até setembro de 2015.Afasedetestedos equipamentos vai até novembro de 2015.
“Se estiver tudo funcionando perfeitamente, passamos para a fase de início da produção industrial. Começa com uma capacidade menor até atingir a capacidade plena da planta. Em fevereiro de 2016 estaremos em plena capacidade de produção”, afirma Aguiar.
Produção - Segundo o vice-presidente da Lipari Mineração, a produção de Nordestina vai aumentar em oito vezes a produção nacional de diamantes, que hoje está em torno de 44 mil quilates por ano.
“O projeto tem uma extrema importância. É a primeira mina de fonte primária da América Latina e vai alavancar a produção brasileira. Vai trazer uma certa atenção ao município de Nordestina”.
O projeto Braúna integra 22 ocorrências de kimberlito – rocha que pode conter diamantes. O Braúna 3, projeto já licenciado pelo Inema, permite uma exploração a céu aberto por sete anos.
Há ainda o potencial da mina passar para a exploração subterrânea. “Existem ocorrências no Brasil, a grande questão hoje é que o processo de pesquisa é demorado. Geralmente uma área de diamante leva de oito a dez anos para ser explorada. Após descobrir o kimberlito ainda é preciso fazer uma sondagem para ver se ele é positivo, ou seja, se possui diamante”, diz Fernando Aguiar.