Programa ampliará competitividade de indústrias baianas

24/10/2014

Com a adesão da empresa Fixar Industrial ao projeto piloto do Programa de Desenvolvimento Industrial (PDI), lançado na quarta-feira (22), no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o gerente Eliezer da Cunha está otimista com as soluções para ampliar a competitividade do negócio.


A participação na iniciativa coincide com o início das atividades de exportação dos parafusos e fixadores produzidos pela empresa de Camaçari, tendo Costa Rica e República Dominicana como destinos. "Acreditamos que o Programa vai colaborar com esse nosso processo de comércio exterior", destaca.



O PDI é resultado da parceria entre Sebrae Bahia e Fieb, com foco nas micro, pequenas e médias (MPE) industriais baianas. "Esses empreendimentos irão receber consultorias e serviços de atendimento para a identificação de demandas nos planos da gestão e inovação e posterior oferta de soluções específicas e subsidiadas", destaca o superintendente do Sebrae Bahia, Edival Passos. As soluções Sebrae, Sesi, Senai e IEL serão ofertadas de forma articulada aos empresários.



O diretor técnico do Sebrae Bahia, Lauro Ramos, reafirmou o entendimento de que as entidades sindicais, com o poder de aglutinação das empresas, contribuem para essa iniciativa de integrar propósitos e ferramentas com objetivo de acelerar o processo de crescimento das indústrias baianas. "Essa aproximação com os sindicatos permite um melhor direcionamento daquilo que efetivamente atenderá aos empresários".



Nessa primeira etapa, as duas regiões que concentram a maior produção industrial da Bahia foram escolhidas para sediar o projeto piloto do PDI: a Central, polarizada por Feira de Santana, que inclui 118 municípios, dentre eles Alagoinhas, Serrinha e Santo Antônio de Jesus; e a RMS/Litoral Norte, com Salvador e mais 38 municípios, incluindo Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho.



Até o final deste ano, o Programa tem meta de atender 478 das 822 indústrias programadas naquelas regiões. Em um segundo momento, o PDI se estende a outras regiões do Estado, contemplando municípios como Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista, Barreiras, Luis Eduardo Magalhães e Juazeiro.



A iniciativa de atuar no interior baiano integra as articulações de interiorização da entidade. "O PDI é uma das grandes metas desta casa, com base nas demandas inerentes ao setor industrial", explica o primeiro vice-presidente da Fieb, Antônio Ricardo Alban.



Outra vertente do programa, o estímulo ao associativismo, buscando parceria com as empresas desligadas de entidades representativas, foi pontuada pelo vice-presidente da Fieb, Carlos Henrique Gantois, que destacou o desigual cenário da indústria baiana. "De todo Valor de Transformação Industrial (VTI - diferença entre o valor bruto da produção industrial e o custo com as operações industriais) da Bahia, 74% têm origem nas grandes empresas, em um cenário que possui quase 97% das indústrias representadas pelas micro, pequenas e médias".



Ao final, o professor, palestrante e consultor do Sebrae, José Hamilton Sampaio, propôs reflexões ao público de empresários, representantes de instituições de ensino superior e de entidades sindicais sobre o tema "MPE: o desafio de crescer".

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