Elekeiroz investe R$ 60 mi na construção de dutos no polo

29/10/2014


A empresa química Elekeiroz está investindo R$ 60 milhões na antiga unidade de gás industrial da Air Products, no Polo Industrial de Camaçari. A planta foi adquirida pelo grupo há menos de um ano. A ideia é criar condições de autossuficiência em gás oxo, visando o fornecimento de álcool butanol para o Complexo Acrílico da Basf, a partir do primeiro trimestre do ano que vem.


De acordo com o diretor presidente da Elekeiroz, Marcos Antonio De Marchi, os investimentos estão sendo feitos em três frentes.


Uma delas é a construção de uma linha subterrânea (duto), para o transporte do gás para a planta química, que fica a dois quilômetros da antiga unidade de gás.


A empresa também pretende aproveitar as sobras de vapor, construindo um super aquecedor e, ainda, investir em uma linha de transporte específica para o produto vaporizado.


“Hoje, a questão da energia elétrica e do gás é fundamental para a sobrevivência das empresas de Camaçari”, afirma De Marchi.


Com o gás industrial assegurado, a Elekeiroz terá condições de operar em plena capacidade no Polo, o que implica na produção máxima de 150 mil toneladas de oxo álcoois.


Tinta acrílica - No caso do Complexo da Basf, a ideia é fornecer o álcool butanol. O produto, combinado como ácido acrílico, origina o chamado acrilato de butila, insumo das tintas acrílicas, de alta demanda no mercado.


O projeto da Basf, por sua vez, prevê a instalação de três fábricas para a produção não apenas do acrilato de butila, mas também de ácido acrílico e polímeros superabsorventes (usado em fraldas descartáveis), a partir do propeno a ser fornecido pela Braskem - outra empresa que está in- vestindo para atender a Basf: US$ 30 milhões.


A própria Braskem, por outro lado, também é um dos clientes da Elekeiroz, consumindo parte do gás produzido na antiga planta da Air Products.


“Estamos, portanto, interligando nossas plantas e criando condições para um melhor aproveitamento do vapor produzido no processo, visando atender nossa unidade química, além de ampliar o fornecimento para outras empresas do Polo”, disse De Marchi.


Em relação à produção de gás oxo, a capacidade deve ser mantida: 8 mil Nm³/h(Normal metro cúbico por hora), mas com adição de 4 mil Nm³/h de monóxido de carbono.


O projeto conta com incentivos do Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica (Desenvolve), cuja aprovação, agora em outubro, determinou o início das obras físicas, empregando cerca de 60 pessoas.


As reformas, entretanto, não prevêem a geração de novos empregos diretos na companhia, que já conta com 350 funcionários em Camaçari.


Sustentabilidade - De Marchi frisa que o principal benefício para a população está na sustentabilidade do projeto. “São medidas que vão representar, acima de tudo, um ganho enorme para o meio ambiente pois, com os dutos, não haverá mais, emissão de gás carbônico na atmosfera”.


Pelos cálculos da empresa, a redução de emissão de gases tóxicos equivale a retirada de circulação de 35 mil veículos por ano. Sobre as previsões da empresa para 2015, o executivo da Elekeiroz apenas revela: “Estamos nos tornando capazes de crescer”.


Da holding Itaúsa, a Elekeiroz foi pioneira no Brasil na produção de diversos produtos químicos. Hoje, é a maior produtora de intermediários no segmento que atua.



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