04/12/2014
A Tractebel Energia, do grupo GDF Suez, fechou contrato com a Copelmi para o fornecimento de carvão mineral para abastecer a termelétrica Pampa Sul, que negociou contrato de energia no leilão A-5 realizado na última semana. A mineradora disputava o contrato com a Companhia Riograndense de Mineração (CRM), estatal do governo gaúcho.
O valor do contrato não foi revelado, mas faz parte do investimento total de R$ 1,8 bilhão previsto para o empreendimento, de 340 megawatts de capacidade instalada e que deverá consumir em torno de 1,6 milhão de toneladas/ano de carvão. A cifra inclui outros contratos relevantes, como o de fornecimento de calcário, firmado com a Andreazza e a Votorantim, e o de engenharia, construção e compras (EPC, na sigla em inglês) assinado com a chinesa SDEPCI.
"Como essa usina tem um cvu [custo variável unitário] bastante baixo, ela provavelmente será despachada na base [operação contínua]. [A térmica] é importante para o sistema Sul", afirmou o presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni, ao Valor.
Segundo ele, a meta é obter a licença de instalação para a térmica dentro de três meses. A preocupação se deve ao fato de a companhia ter apenas 48 meses para iniciar a operação da usina, localizada no Rio Grande do Sul.
"É um [leilão] A-5 que na verdade é um 'A-4'. Temos de entregar energia em janeiro de 2019", afirmou o executivo, lembrando que o leilão "A-5", que negocia contratos para início de fornecimento em cinco anos, foi realizado no fim deste ano, reduzindo o período para a construção das usinas.
Do investimento previsto na térmica, a Tractebel Energia pretende aportar recursos próprios em um primeiro momento, até obter o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ao todo, a Tractebel pretende investir R$ 3,6 bilhões na construção dos projetos de geração que venceram o leilão da última semana. Além da térmica, a companhia negociou contratos para seis parques eólicos na Bahia e para uma usina a biomassa de cana-de-açúcar em São Paulo.
Com relação às eólicas, a empresa pretende construir outros cinco parques no mesmo sítio destinados ao mercado livre. Juntos, os onze parques eólicos formam a primeira fase do complexo Campo Largo, de 326,7 MW, que exigirá investimentos de R$ 1,6 bilhão. Os aerogeradores serão fornecidos pela Alstom.