Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), constatou que, em dezembro de 2014, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador (RMS) diminuiu, pelo quarto mês consecutivo, ao passar de 17,0% em novembro para os atuais 16,3% da População Economicamente Ativa (PEA). O contingente de desempregados foi estimado em 305 mil pessoas, 15 mil a menos que no mês anterior.
O resultado decorreu da saída de 13 mil pessoas da PEA e ao pequeno aumento na ocupação (duas mil pessoas), conforme a pesquisa feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Sead) e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes do Estado (Setre).
Entre os meses de dezembro de 2013 e 2014, a taxa de desemprego total diminuiu ao passar de 16,9% para os atuais 16,3% da PEA, resultado decorrente da diminuição do desemprego aberto, de 12,4% para 11,3%, pois o desemprego oculto aumentou de 4,5% para 5%. Nos últimos 12 meses, o contingente de desempregados decresceu em 10 mil pessoas, em decorrência do aumento do número de ocupados (15 mil) ter sido superior ao ingresso de pessoas no mercado de trabalho (5 mil). A taxa de participação diminuiu de 59,1% para os atuais 58,2%.
Em dezembro, o contingente de ocupados apresentou relativa estabilidade (0,1%), passando de 1.562 mil para 1.564 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento na indústria de transformação (8 mil ou 6,9%) e ligeiro aumento no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (2 mil ou 0,6%). Foi registrada uma ligeira redução no setor de serviços (-5 mil ou -0,5%) e relativa estabilidade na construção (-1 mil ou -0,7%).
Assalariados
Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados apresentou pequena variação negativa em dezembro (-5 mil ou -0,5%). O nível ocupacional se elevou no setor privado (11 mil ou 1,2%) e diminuiu no setor público (-16 mil ou -9,9%). No setor privado, o número de ocupados cresceu entre aqueles com carteira assinada (12 mil ou 1,5%) e apresentou leve redução entre os sem carteira (-1 mil ou -0,9%).
Também houve aumento do contingente de empregados domésticos (4 mil ou 3,3%), na categoria outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 3,1%) e ficou relativamente estável entre os trabalhadores autônomos (1 mil ou 0,3%).
No mês de novembro, o rendimento médio real ficou relativamente estável para os ocupados (-0,1%) e os assalariados (-0,1%). Os valores passaram a equivaler a R$ 1.268 e R$ 1.369, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimento médio real elevou-se para os ocupados (1,3%) e para os assalariados (2,1%). Nos dois casos, o incremento ocorreu devido à elevação do nível ocupacional, já que o rendimento médio real ficou estável.
Nos últimos 12 meses, período em análise, o número de ocupados aumentou (1,0%), passando de 1.549 mil pessoas para 1.564 mil. Entre os setores de atividade econômica, o nível ocupacional elevou-se nos serviços (28 mil ou 3,1%) e no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (10 mil ou 3,3%). Reduziu na indústria de transformação (-12 mil ou -8,8%) e, de modo menos intenso, na construção (-4 mil ou -2,6%).
Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado cresceu (13 mil ou 1,2%), devido à elevação do emprego no setor privado (22 mil ou 2,4%), já que no setor público houve diminuição (-10 mil ou -6,5%). O setor privado registrou aumento no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (21 mil ou 2,6%) e em menor intensidade no de sem carteira (1 mil ou 0,9%).
Também houve aumento no número de empregados domésticos (3 mil ou 2,4%), diminuição no agregado outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (-1 mil ou -1,5%). O contingente de trabalhadores autônomos não apresentou variação.