As diretorias das Federações de Agricultura (Faeb), Comércio (Fecomércio) e das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) promoveram, na sexta-feira (6.2), na sede da Fieb, uma reunião conjunta.
O objetivo do encontro foi promover um intercâmbio de informações que contribuam para análise e compreensão do atual cenário econômico no país – e seus reflexos para os segmentos.
Para enriquecer o encontro, foram realizadas palestras com representantes das Confederações Nacionais da Agricultura (CNA), do Comércio (CNC) e da Indústria (CNI), que trouxeram análises mais aprofundadas das áreas em nível nacional.
Para o presidente da FIEB, Antonio Ricardo Alban, a reunião ajuda a enriquecer não somente o desempenho das federações individualmente, mas também favorecer a articulação de ações conjuntas. “Nós das federações temos um pensamento bastante convergente, vamos juntar esforços e tentar unir nossos pensamentos”, pontou.
Sobre a presença de representantes das confederações, Alban adiantou que só enriquece o debate. “A presença deles aqui nos ajuda a perceber como eles, a nível nacional, em nível de confederação, enxergam este momento que estamos vivendo”, destacou.
As palestras traçaram um panorama econômico do país e foram uníssonas em uma questão: diante da crise, o importante é recuperar a confiança para crescer. José Augusto Coelho Fernandes, da CNI, foi o primeiro palestrante da tarde. E foi categórico: “2015 é um ano de muitos desafios para a indústria. Continuamos com uma fraca expectativa de demanda, com tendência de continuidade de retração. Neste cenário, nosso grande desafio é resgatar a confiança, até para não perder o grau de investimento feito”, alertou.
Para Fábio Bentes, da CNC, a história se repete com o comércio. “A gente identifica de fato uma perda de confiança no comércio, pois a perspectiva é de não haver qualquer recuperação do setor ao longo deste ano. Até o motor de crescimento do nosso segmento, que é a venda de produtos duráveis, também tende a desacelerar em 2015. Com este cenário tão desfavorável, a recuperação do setor fica para 2016, caso as ações deste ano sejam acertadas”, adiantou.
Já Bruno Lucchi, da CNA, indicou o agronegócio como um contrapeso na balança comercial do Brasil, mesmo com o cenário desfavorável. “A situação econômica do país não vai ser favorável, mas o agronegócio, devido a alguns aos ganhos tecnológicos acumulados ao longo do tempo, vai conseguir manter alguns índices positivos para o Brasil, principalmente no que se refere à balança comercial. Ano passado fomos o maior peso na balança e tudo indica que o agronegócio sustentará essa balança por mais um ano”, ponderou.
Após a reunião, o grupo de trabalho combinou articulações conjuntas, para todas as áreas. Nesta terça-feira será publicada na imprensa nota conjunta, resultado da reunião.