Taxa de desemprego se mantém estável na Região Metroplitana

25/03/2015


As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI em parceria com o Dieese, Seade e Sete, mostram que, em fevereiro, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador permaneceu relativamente estável ao passar de 16,3% para 16,4% da População Economicamente Ativa (PEA).


Em fevereiro, o contingente de desempregados foi estimado em 303 mil pessoas, 1 mil a menos que no mês anterior. Essa relativa estabilidade deveu-se à combinação entre a saída de 16 mil pessoas da PEA e a eliminação de 15 mil postos de trabalho. No período, o contingente de ocupados declinou (1,0%), passando de 1.558 mil para 1.543 mil pessoas.


Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento apenas na Indústria de transformação (6 mil ou 4,5%) e relativa estabilidade no setor de Serviços (-4 mil ou -0,4%), enquanto reduziu o contingente ocupado no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (11 mil ou 3,6%) e na Construção (3 mil ou 2,1%).


Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados apresentou pequena variação negativa no mês de fevereiro (6 mil ou 0,6%). O assalariamento teve relativa estabilidade setor privado (-4 mil ou -0,4%) e declínio no setor público (2 mil ou 1,4%). No setor privado, o número de ocupados ficou em relativa estabilidade entre aqueles com carteira assinada (+2 mil ou +0,2%) e reduziu entre os sem carteira (6 mil ou 5,5%).


Registrou-se declínio no contingente de trabalhadores autônomos (6 mil ou 2,1%) e no de empregados domésticos (3 mil ou 2,5%). O número de ocupados permaneceu estável na categoria Outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros.


No mês de janeiro, o rendimento médio real diminuiu para os ocupados (1,0%) e para os assalariados (1,1%). Seus valores passaram a equivaler a R$ 1.294 e R$ 1.384, respectivamente (Tabela 4).No mesmo período, a massa de rendimento médio real decresceu para os ocupados (1,3%), devido à redução do rendimento médio real e, em menor proporção, do nível ocupacional.


Entre os assalariados, houve relativa estabilidade (-0,4%), resultado do decréscimo do rendimento médio real, já que o nível de emprego apresentou pequena elevação.


Entre os meses de fevereiro de 2014 e 2015, a taxa de desemprego total diminuiu ao passar de 17,7% para os atuais 16,4% da PEA. Esse resultado deveu-se à redução da taxa de desemprego aberto, de 12,8% para 11,3%, já que a de desemprego oculto permaneceu estável em 5,0%. Nos últimos 12 meses, o contingente de desempregados decresceu em 31 mil pessoas. O resultado deveu-se à saída de 40 mil pessoas da PEA, número superior ao do declínio do contingente ocupado (9 mil).


No período em análise, o número de ocupados apresentou declínio (0,6%), passando de 1.552 mil pessoas para 1.543 mil. Entre os setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional elevou-se na Indústria de transformação (8 mil ou 6,1%) e nos Serviços (20 mil ou 2,2%), enquanto reduziu na Construção (16 mil ou 10,1%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (10 mil ou 3,3%).


Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado ficou relativamente estável (-4 mil ou -0,4%), devido à redução no setor público (7 mil ou 4,8%), já que no setor privado houve relativa estabilidade (+4 mil ou +0,4%). No setor privado, registrou-se aumento no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (27 mil ou 3,4%) e decréscimo no de sem carteira (23 mil ou 18,3%).


Houve acréscimo no agregado Outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 3,1%), relativa estabilidade entre os trabalhadores Autônomos (+1 mil ou +0,4%), enquanto reduziu o contingente de empregados Domésticos (8 mil ou 6,3%).


Entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, o rendimento médio real aumentou entre os ocupados (1,3%) e entre os assalariados (1,4%). Nesse período, a massa de rendimentos apresentou leve acréscimo para os ocupados (0,5%) e para os assalariados (0,6%). Nos dois casos, devido a elevação no rendimento médio real, já que o nível ocupacional teve pequena variação negativa.

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