27/04/2015
JULIANA BRITO
A primeira fábrica modeloda América Latina foi inauguradaontem, em Salvador,no Senai Cimatec – entidadepertencente à Federação dasIndústrias da Bahia (Fieb).
Com um investimento deR$ 4 milhões, compartilhadocom a empresa de consultoriaMcKinsey & Company,a unidade ajudará asempresas locais a aumentara produtividade através doconceito de manufaturalean (enxuta).
Quando estiver em plenofuncionamento, em 2016, afábrica deverá atender a 75micro e pequenas empresaspor ano. Um primeiro grupo,de oito, já está confirmadoe o segundo está sendoformado.Os interessadospodem inscrever-se no SenaiCimatec, em Piatã.
A ideia é que a iniciativaatenda, majoritariamente,esse público deempresas demenor porte. Oitenta porcento dos custos dessa capacitaçãoserão subsidiadospelo Sebrae.
O Senai vai usar 80% dacapacidade da fábrica comesse fim, enquanto aMcKinsey,responsável por capacitaras grandes indústrias,utilizará o restante.
Resultados
Os pilotos realizados na fábricabaiana apresentaramresultados expressivos. "Fizemosdois: um teve 30% de
aumento de produtividade eo outro dobrou.Não temumpadrão. Tudo impacta, desdeo pessoal ao uso dos materiais,investimento de capital,energia, todo o pacoteque compõe a produtividade",diz o sócio da consultoria,Steffen Eberle.
Ele conta que a fábricamodelo é uma iniciativa dacompanhia há dez anos. Aprimeira experiência foi naAlemanha, país de origemda consultoria, mas há unidadesem toda a Europa enos Estados Unidos. A de Salvadoré a primeira no HemisférioSul.
"No Brasil há um desafio deprodutividade, que está numponto muito ruim. Nos motivouter o Senai como parceiro tecnológico de alto nívele o Nordeste é uma região quevem crescendo muito, temmuita necessidade e muitopotencial", explica Eberle.
Inovação
Para o presidente da Fieb,Ricardo Alban, a escolha daunidade baiana não foi umasurpresa. "Somos um dosmaior escentros de inovaçãoque o país possui", destaca.
Ele afirma que o projeto, iniciadohá dois anos na gestãodo ex-presidente José Mascarenhas,atende a algunsdos eixos prioritários daatual gestão, como o auxílioaos pequenos e médios negóciose a interiorização.
A intenção, aliás, é que aspequenas indústrias do interiorbaiano possam tambémusufruir da fábrica apartir de 2017. O diretor doSenai Bahia, Leone Andrade,acredita que o conceito demanufatura enxuta, criadoprincipalmente na indústria
automobilística japonesa,é oportuno ao atual momentodo país.
"Principalmente para asMPEs isso é fundamentalnessa fase de crescimentoeconômico não muito favorável,em que todos terãoqueseajustar via redução dedespesas e otimização deprocessos", diz.
Os treinamentos realizados na unidadetêm duraçãode um dia a seis meses, sendodestinados a todos os públicosdeumaindústria,desdeexecutivos à equipe dalinha de produção. Os ensinamentosrecebidos deverãoser aplicados internamente,nas empresas, e osresultados dessas experiênciasserão acompanhados.