30/04/2015
A Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri) está desenvolvendo cinco projetos-pilotos para articular ações efetivas de estruturação e fortalecimento das cadeias produtivas do leite, coco, uva, avicultura e perímetros de irrigação do estado, buscando o desenvolvimento agrícola e incentivando a agroindustrialização, com suporte no cooperativismo.
O propósito é organizar inicialmente cinco projetos-pilotos nessas áreas consideradas estratégicas e potencias na Bahia, compreendendo desde a capacitação e treinamento, até o beneficiamento e comercialização do produto final, englobando pequenos, médios e grandes produtores. A proposta é multiplicar os projetos, expandindo-os para outras culturas e regiões. O trabalho é coordenado pelo engenheiro agrônomo e assessor especial da Seagri, Carlos Armando.
“A Bahia possui grande potencial de crescimento em muitas culturas. Um exemplo é o coco em que somos líderes na produção. Por isso é necessário montar estratégias para estruturar estas cadeias [produtivas], aumentando a produtividade e o aproveitamento de 100% dos produtos, através da agroindustrialização, atraindo empresas para investir no Estado”, explica o secretário Paulo Câmera. Segundo ele, além de organizar toda a cadeia, a ação estimula a economia das regiões produtoras, com o objetivo de gerar emprego e renda para a população rural do Estado.
Referência na produção de coco
De acordo com o coordenador da Subcâmara do Coco, Fernando Florence, a Bahia é o maior produtor brasileiro de coco, referência na produção de mudas puras ou híbridas, com área plantada de 75,8 mil hectares e produção estimada em 554 milhões de frutos por ano, mas precisa aumentar a produtividade.
O estado também se destaca na produção de uvas viníferas na Chapada Diamantina, região que, por conta da viabilidade técnica e climática, possui grande potencial de crescimento e de diversificação de culturas, já produzindo maçã, morango, tomate cereja, tangerina, goiaba, dentre outras.
A Bahia tem rebanho bovino de aproximadamente 11 milhões de cabeças, dos quais 1,5 milhão são de vacas leiteiras, e ocupa o terceiro lugar no ranking de rebanho leiteiro. A Bahia oscila entre o 23º e 25º lugares em produtividade por vaca ordenhada/ano com a marca de 540 litros de leite. Pernambuco e Alagoas produzem 1.500 litros/ano por vaca ordenhada. “Essa é uma realidade que estamos trabalhando para transformar”, afirmou o superintendente de Desenvolvimento da Agropecuária da Seagri, Antônio Almeida Júnior.
Grupo de Trabalho
A Seagri formou um grupo de trabalho (GT), composto por outras secretarias estaduais ligadas ao segmento, instituições financeiras e iniciativa privada para conduzir e articular a contribuição que cada instituição pode oferecer para a criação dos projetos-pilotos. Já estão incorporados ao grupo as secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Desenvolvimento Rural do Estado (SDR), a Agência de Fomento do Estado (Desenbahia), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e a Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Sistema Oceb/Sescoop), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae-BA), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e o Serviço Nacional da Indústria (Senai-BA).
Nesta primeira etapa de construção dos projetos, está sendo realizado o nivelamento de informações sobre as cadeias produtivas, diagnosticando os gargalos e potencialidades de cada uma delas, para que, de acordo com as necessidades específicas, sejam direcionadas as ações estratégicas.