As sondas do Paraguaçu

27/04/2010

A Petrobras vai receber dia 5 próximo (após alguns adiamentos), as propostas para a bilionária licitação de 28 novas sondas – ao preço de US$ 600 milhões (R$ 1,04 bilhão) e US$ 800 milhões (R$ 1,39 bilhão) cada.



O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que passou o fim de semana em Salvador, explica que das 28 sondas, todas para perfuração em águas profundas, a três mil metros da lâmina d´água (pré-sal) sete terão tecnologias tradicionais e duas, novas tecnologias.



As 18 restantes serão de empresas contratadas para afretamento.



Há três aspectos que geram grandes expectativas no país em torno do assunto.



1 – É muito dinheiro em jogo já por conta dos investimentos no embalo do pré-sal.



2 – As empresas brasileiras nunca construíram sondas e houve a intenção deliberada do governo em atraí-las para o setor.



3 – O Consórcio Odebrecht-OAS-UTC Engenharia vai se candidatar para construir no Estaleiro da Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe as sete sondas tradicionais, que na licitação, formam um só pacote.



Traduzindo: se o Estaleiro do Paraguaçu emplacar, o Recôncavo terá nova alavancagem econômica e também a construção naval no Brasil inaugura um tempo novo.



PRÉ-SAL BAIANO – E por falar em sondas, Antônio Rivas, gerente de produção da Petrobras na Bahia, afirma que em 2011 será feito novo furo no pré-sal baiano, na área da Bacia doJequitinhonha,pertodeondefoi feitauma frustrada tentativa ano passado. Ele só não pode dizer exatamente quando. Motivo: a escassezdesondasnomercadointernacional contribui muito para a imprevisibilidade.


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