24/07/2015
Em meio ao cenário adverso da economia nacional, a Bahia tem mantido a atratividade para investimentos por parte de grandes empresas nacionais e multinacionais. É o que assegura o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda.
“Tenho recebido, quase que semanalmente, a visita de empresários interessados em investir no estado, até mesmo porque todos representam projetos que visam o mercado a longo prazo, não sofrendo muito, portanto, o impacto da conjuntura atual”, revelou Hereda, que informa que, “volta e meia”, precisa se deslocar para a sede da Governadoria, no Centro Administrativo, para receber as missões empresariais ao lado do governador Rui Costa.
De acordo com Hereda, até pela infraestrutura industrial já existente, o Polo de Camaçari continua sendo um dos locais mais visados para a instalação de novas fábricas. A informação é confirmada pelo superintendente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Mauro Pereira, que também tem recebido muitos executivos na prospecção de novos negócios para o local.
“O Polo tem sido visto com preferência, sobretudo, porque já conta com boas práticas coletivas na área de meio ambiente, inclusive com licenças já asseguradas, o que facilita a instalação de novos empreendimentos, no que se refere à redução de custos de implantação”, explicou.
De acordo com o Cofic, além de atrair as missões com vistas à implantação de novas fábricas, o complexo industrial baiano tem se destacado na escolha para reinvestimento das grandes empresas já instaladas no local. Somente nos últimos dois anos, ampliaram suas unidades no Polo ou apostaram em novas linhas de produção as empresas Braskem, Continental, Bridgestone, ITF Chemical, Paranapanema e Ford, além da Basf, que fechou uma unidade menor e inaugurou, no mês passado, um complexo acrílico composto de três grandes fábricas.
Sair do papel
Ao mesmo tempo em que recebe as missões empresariais interessadas na implantação de negócios no estado, o governo foca a atuação para tentar concretizar, o quanto antes, os 400 protocolos de intenção já firmados, nos últimos cinco anos, com grupos nacionais e estrangeiros para investimentos na Bahia. “Juntos, superam os R$ 70 bilhões", diz Hereda.
Uma vitória alcançada na semana passada, segundo o secretário, foi a confirmação do projeto da empresa mexicana Vitro para a instalação de uma fábrica de embalagens no Polo.
O Cofic também confirma o andamento dos projetos da Tecsis e da SNF-Flopan, que produzem componentes, respectivamente, para o setor eólico e para unidades de tratamento de água. Pelos protocolos firmados com o Estado, as plantas estavam previstas para entrar em operação no final do ano passado, mas somente agora as empresas começaram a tocar os projetos, “já tendo iniciada a terraplanagem para a implantação das fábricas”, como confirmou Mauro Pereira, que adiantou ainda um projeto de expansão, já em andamento, na Deten.
Para Hereda, “a visita frequente de missões empresariais, por si só, já é bom sinal de que os investidores continuam acreditando na Bahia".