Secretário fala sobre Fórum da Pequena Empresa

10/05/2010


ANA LÍVIA LOPES

Quais as principais mudanças trazidas pela criação do Fórum Regional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Bahia?

A principal mudança é o papel central que as microempresas e empresas de pequeno porte ocuparão no mesmo. Será o primeiro instrumento que permite que tais organizações ocupem posição ativa privilegiada na articulação e desenvolvimento de novas políticas públicas voltadas para o segmento.A implantação bem sucedida do fórum permitirá que os micro e pequenos empresários deixem a tradicional posição de sujeito passivo na relação com a esfera governamental. Quanto às atribuições, principalmente, está a de promover o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Também será um instrumento de assessoramento e formulação de políticas governamentais.



O que motivou o governo do Estado a criar um fórum para micro e pequenas empresas?

Primeiro, é o reconhecimento do governo da Bahia à importância do setor para a economia baiana e ao nosso processo de desenvolvimento econômico e social, na medida em que tais empreendimentos estão presentes em todos os municípios e se constituem no principal gerador de emprego e renda no Estado.



Em segundo lugar , estamos alinhados com o governo do presidente Lula, que não se cansa de apoiar todas as iniciativas que beneficiem o micro e o pequeno empresário. A primeira reunião do fórum ocorreu quando da instalação, 9 de abril,no Hotel Fiesta. Participaram entidades de apoio e de representação das microempresas e empresas de pequeno porte, além dos empresários.



Quais as atuais prioridades do setor que devem nortear as primeiras discussões do fórum?

Acredito que questões como a capacitação gerencial, o financiamento da atividade produtiva,o acesso à informação, à tecnologia e a novos mercados são importantíssimas para o setor, além de temas recorrentes, como desoneração fiscal e desburocratização.



Quais são os parceiros do Estado?

O Sebrae, a Federação das Microempresas,a Associação Comercial da Bahia, a Federação do Comércio e o Banco do Nordeste.O Governador também quer contar com a parceria das prefeituras, para que a Lei Geral efetivamente seja aplicada nos 417 municípios da Bahia.



Dentro da proposta do fórum, quais os mecanismos criados para fortalecer o setor? Existe a proposta de o Estado oferecer novos incentivos fiscais ou financeiros para o setor?

O fórum será um ambiente de articulação, debate e proposição.

Que melhor oportunidade de fortalecimento setorial, por exemplo, do que um comitê de compras governamentais, em que representantes dos micro e pequenos empresários e da Secretaria de Administração possam discutir às melhores práticas para condução da política de compras do governo da Bahia?

Existem propostas específicas para a qualificação profissional desses empresários?

No fórum haverá um comitê temático para tratar especificamente desta questão. Independentemente disto, existem algumas propostas na Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração que devem ser realizadas através de parcerias como o Sebrae, Associação Comercial da Bahia e Federação das Indústrias.



É verdade que a maioria das micro e pequenas empresas abertas fecham em pouco tempo?

Acontece em todo lugar, não só no Brasil. É um dos grandes desafios enfrentados não apenas pelo governo da Bahia, mas por todos os órgãos governamentais e entidades de apoio aos micro e pequenos empresários.



São causas variadas, que vão desde o despreparo para o negócio até as grandes questões da economia nacional.



Por causa da inovação, setores inteiros se tornam obsoletos virtualmente da noite para o dia. Nestas circunstâncias, os pequenos negócios e, dentre estes, aqueles mais novos, estão mais expostos.



Quais as políticas que o governo do Estado, através da SICM, vem implementando para fortalecer as micro e pequenas empresas?

Adotou algumas políticas de apoio aos micro e pequenos empresários, a exemplo da regulamentação, em âmbito estadual, do Estatuto Nacional da Microempresa, o programa Acelera Bahia, os programas de qualificação de mão-de-obra e os de fomento aos Arranjos Produtivos Locais (APLs). O governador promulgou a Lei de Compras Governamentais, que prioriza as micro e pequenas empresas nas compras realizadas pelo Estado até R$80mil. O governo vai aproveitar o lançamento do fórum para alavancar a regulamentação pelos municípios do Estatuto da Microempresa, tornando efetivos no âmbito municipal os estímulos previstos.



Com relação aos índices de informalidade, que ainda são considerados altos na Bahia, o que o Estado tem feito para que mais empreendedores busquem a regularização de seus negócios?

A regulamentação estadual do Simples Nacional e o programa Acelera Bahia, reduzindo a carga tributária das micro e pequenas empresas. Temos o SAC Empresarial trabalhando na legalização de empresas. Vamos apoiar a Rede de Registro Simplificado no Estado, para que seja feito o registro e formalização dos empreendedores individuais. OSAC empresarial já está treinado para dar apoio aos empreendedores individuais.



Quais são os maiores entraves para aumentar o número negócios regularizados?

São a complexidade e ineficiência do processo de registro de empresas, somados à elevada carga tributária e ao próprio desconhecimento pela população dos ganhos advindos da formalização de seus negócios.



Quais os resultados esperados a curto, médio e longo prazo?

Esperamos que elas cresçam e fiquem mais fortes, aumentando a competitividade e gerando mais emprego e renda para os baianos.
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