01/02/2016
Em período de recessão, a guloseima mais popular do mundo é a solução. Ao menos é o que apontam os dados da Associação Brasileira de Indústrias de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). De acordo com a entidade, as lojas especializadas geraram 29 mil empregos temporários em todo o Brasil para atender a demanda de doces para a Páscoa este ano.
“Apesar da atual situação econômica do país, obtivemosum aumento de 10% nas contratações, visto que muitas empresas estão investindo em seus pontos de vendas para atrair o consumidor”, analisa o vice-presidente de chocolate da Abicab, Ubiracy Fonseca, que ainda complementa que “supermercados, armazéns, padarias e lojas especializadas oferecerão uma grande variedade de tipos de ovos de chocolate, preços e sabores para todos os perfis de clientes”.
Segundo Fonseca, o volume de chocolates produzidos para 2016 ainda não foram fechados, pois a indústria ainda está produzindo os ovos de páscoa e outros produtos que tem como base, o doce feito a partir da semente do cacau.
Em 2015, a Páscoa - considerada a principal data para o setor - foi responsável pelo acumulado de 19,7 mil toneladas de chocolate produzidas pela indústria e chocolaterias, o que correspondeu a cerca de 80 milhões de ovos de Páscoaem todo o país. “O total ficou estável se comparado a 2014, quando foram produzidas 19,4 mil toneladas do alimento”, avaliou o vice-presidente da associação.
TRADIÇÃO
O Brasil é o terceiro maior consumidor e produtor do mundo em chocolates, atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha, com consumo per capita de 2,5 kg/ano. De janeiro a setembro de 2015, a produção apresentou queda de 10% em relação ao mesmo período de 2014. “A retração é reflexo da atual crise econômica brasileira, que trouxe como consequências o aumento da inflação, PIB cada vez menor, aumento do preço de combustíveis e crescimento de desemprego”, conclui Ubiracy Fonseca.
Celebrada tradicionalmente como um período de práticas religiosas, a Páscoa também ganhou, principalmente no último século um importante significado econômico, por conta dos chocolates vendidos em formatos de ovos, entre outros. Para o presidente da Abicab, Getúlio Ursulino Netto, presentear entes queridos com o chocolate nesta época já faz parte da cultura nacional.
“A nossa Páscoa é uma das maiores do mundo e o símbolo de renovação e carinho expresso pelos ovos é muito forte. Por isso todos os anos a indústria traz inovações que visam atender um mercado cada vez mais exigente, que quer conciliar o simbolismo da festividade com sabores e opções variados”,destaca Netto.
Lacta oferece 288 vagas temporárias
A Páscoa ainda será no dia 27 de março, mas o comércio já se prepara para um período intenso de trabalho que deve se estender até a Semana Santa. Para dar conta da demanda, a Lacta deu início à temporada de contratações temporárias, seja para aqueles que trabalharão na fábrica ou nos pontos de venda.
Serão 10 mil vagas em todo o país
Na Bahia, já estão sendo ofertadas 288 vagas temporárias destinadas aos pontos de venda da produtora de chocolates. A oportunidade é para trabalhar como animadores de Páscoa, representando a marca durante a abordagem aos clientes dentro de lojas e organizando as parreiras de ovos.
Para concorrer à vaga é ter ensino médio completo e ter mais de 18 anos. Os interessados podem enviar currículo para o email:pascoa.dpromo@gmail.com. A boa notícia é que a Mondelez Brasil, detentora da marca Lacta, cadastra os trabalhadores temporários em um banco de talentos recorrendo a ele sempre que oportunidades efetivas surgem ao longo do ano. Entre abril e dezembro de 2015, 13% das vagas de promotor da Mondelez foram preenchidas por candidatos que trabalharam temporariamente no período da Páscoa.
Outra empresa que também está contratando empregados temporários é a fábrica de chocolate Top Cacau. Em Salvador serão 110 vagas para pontos de vendas da companhia. A seleção de vagas está sendo feita através do site da Agência Start (www.startpromocoes.net).