Banco Mundial investe US$ 9 milhões em empresa baiana

20/05/2010


As negociações, que duraram nove meses, avançam para assinatura de contrato em junho quando o Bird se tornará sócio da empresa baiana. A IFC (Corporação Financeira Internacional, na sigla inglesa), o braço do Banco Mundial (Bird) que financia a iniciativa privada, decidiu investir nove milhões de dólares na empresa de tecnologia Softwell Solutions (www.softwell. com.br), provedora baiana de soluções de TI para o mercado corporativo e governamental.

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A empresa, que tem capital 100% nacional, é proprietária da única ferramenta nacional de desenvolvimento de softwares, a plataforma Maker, que tem como principal diferencial inovador e competitivo, em relação aos concorrentes, o fato de o desenvolvimento dos sistemas informáticos ser realizado de forma visual, sem o uso das antigas e complexas linguagens de programação.


O investimento do Banco Mundial será para garantir o desenvolvimento de produtos (rodmap da companhia) e também para expandir as operações da Softwell no mercado nacional e internacional. O custo total do projeto é estimado em U$ 11,1 milhão, dos quais a IFC aportará US$ 4,8 milhões e outro co-investidor indicado por ela o restante para completar nove milhões de dólares por subscrição em ações preferenciais da companhia, suprindo capital de risco que não está disponível para a fase inicial das empresas de TI no Brasil. A IFC vai mobilizar fundos adicionais e investidores privados para co-investir na Softwell.


A IFC, por meio de seu site, justificou a decisão tomada nos Estados Unidos, depois da visita de uma missão à sede da Softwell, em Salvador, no mês de fevereiro. “Do ponto de vista do desenvolvimento, esse investimento é importante para suportar o crescimento de empresas de software, tais como a Softwell. Além disso, as empresas de softwares permitem que o Brasil suba na cadeia de valor no cenário global de TI, proporcionando oportunidades de emprego de qualidade no desenvolvimento de tecnologia de ponta, e demonstrando a capacidade de produzir software de classe mundial em mercados emergentes”.


Software verde - Outro fator que pesou na decisão da IFC para investir na Softwell foi o fato de a empresa brasileira ser classificada pelo Banco Mundial na categoria C em relação às questões ambientais e sociais. Pelos “Princípios do Equador”, que avalia e gerencia riscos ambientais e sociais em financiamento de projetos para instituições internacionais, um projeto é classificado como sendo da categoria C quando tem impactos negativos mínimos ou mesmo nenhum impacto.

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