Renova constrói na Bahia complexo híbrido de energia

29/09/2016


A Bahia terá o primeiro projeto de geração de energia limpa e renovável do Brasil. Trata-se do primeiro complexo híbrido com as fontes eólica e solar da Renova Energia, em fase de implantação, que terá 26,4MW de potência instalada, sendo 21,6MWde eólica e 4,8MW de energia solar fotovoltaica. A capacidade de geração é de 12MW médios - energia equivalente ao consumo de uma cidade com130 mil habitantes.



O complexo já está em estágio bem avançado de construção na região de Caetité e Igaporã, no Semiárido da Bahia, onde a Renova já possui parques de geração de energia eólica. A fase de implantação das duas usinas já está 90% concluída, a expectativa é que até o final do ano o empreendimento inicie sua operação.



O projeto é um marco em inovação, tanto para a companhia quanto para o mercado, por conta de diversas características, como, por exemplo, a operação conjunta das duas fontes de energia e a distribuição por uma mesma linha de transmissão, além de possíveis mudanças regulatórias no setor.


Com tais benefícios, o projeto teve o financiamento de R$ 108 milhões da FINEP (agência de fomento à inovação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) que enquadrou o empreendimento na linha “Inovação Pioneira”.



A iniciativa da construção prevê motivar o órgão regulador - a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) - a criar uma legislação específica para Projetos Híbridos. De acordo com Carlos Figueiredo, diretor-presidente da Renova, o objetivo é que quando o empreendimento estiver operando já seja possível coletar dados



que servirão como base para a criação de uma legislação regulatória para projetos dessa natureza no Brasil. “Com a parceria da FINEP, esperamos ajudar a criar dentro do órgão regulador uma célula híbrida”, reforça.



O projeto da Renova foi motivado pela vocação da região para a geração de energia por fontes renováveis. Em Caetité e em municípios vizinhos, existe uma sinergia que acontece entre as energias eólica e solar. Enquanto os ventos mais fortes sopram à noite, a irradiação solar atinge o seu pico durante o dia. Essa combinação reduz o período ocioso dos sistemas e aumenta a sua eficiência, o que torna mais competitivo o custo de MW gerado.



Segundo Figueiredo, quando os ventos sopram mais fracos, umcomplexo exclusivamente eólico opera comapenas 20% de sua



capacidade. “Quando combinado comum parque solar, esse patamar pode chegar a 50% nos momentos de baixa”, informa.



Mina de ouro - O complexo híbrido foi pensado como objetivo de aproveitar a infraestrutura eólica já montada pela Renova. “O projeto é uma alternativa para viabilizar financeiramente a implantação de uma usina solar. O modelo híbrido também tem como objetivo aproveitar toda a infraestrutura da Renova na região de Caetité e nos municípios vizinhos, otimizando custos”, finalizou o diretor presidente. O local onde está sendo implantado o novo complexo solar-eólico já era conhecido como “Mina de Ouro”, devido à qualidade dos ventos.



Estudos desenvolvidos pela empresa concluíram que o local é excepcional também para a geração de energia solar: apresenta intensa irradiação, mas a temperatura não é tão alta por estar localizado em área de planície e montanha - conjunção de fatores que potencializa a eficiência da geração.



Não à toa, a Bahia aparece no Atlas Brasileiro de Energia Solar como a região de maior irradiação solar do Brasil. A Renova Energia é uma das maiores geradoras de energia renovável do país e também a primeira companhia dedicada à geração de renováveis listada na BM&FBovespa.



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