Dados atualizados da Receita Federal, por meio do Portal do Empreendedor, apontam que em toda a Bahia existem mais de 386 mil microempreendedores individuais (MEI). O número é quase 10% maior do que em 2015, quando existiam 352 mil MEIs registrados no estado. Em Salvador, são quase 130 mil inscritos.
Segundo o portal, o segmento de comércio de artigos de vestuários e acessórios é o de maior participação – 37.945 na Bahia, quase 10% do total. Na sequência, está a categoria de cabeleireiros, com 26.369 profissionais, e o comércio de mercadorias em geral, como minimercados, mercearias e armazéns, com 19.759 inscritos. Serviços ambulantes de alimentação estão na quarta posição, com 11.978 cadastrados no estado.
“Com as novas regras que vieram com a aprovação do Programa Crescer sem Medo, novas atividades foram incluídas ao cadastro de MEI, como a produção de bebidas artesanais, por exemplo”, destaca o superintendente do Sebrae/BA, Adhvan Furtado. O cadastro para formalização do profissional como MEI é gratuito e pode ser feito tanto pelo endereço portaldoempreendedor.gov.br, quanto em um dos postos de atendimento do Sebrae.
Para isso, basta ao interessado fornecer documentos como identidade, CPF e um comprovante de residência. Após o preenchimento do cadastro, o profissional terá um gasto máximo que varia entre R$ 45 e R$ 50 por mês para manter sua pessoa jurídica e poder emitir nota fiscal.
Desse valor, a contribuição para a Previdência é de R$ 44, 5% do salário mínimo; já para o estado, a contribuição varia entre R$ 1, R$ 5 ou R$ 6.A formalização é o procedimento que dá vida à empresa, ou seja, é o registro empresarial que consiste na regularização da situação da pessoa que exerce atividade econômica frente aos órgãos do governo, como Junta Comercial, Receita Federal, prefeitura e órgãos responsáveis por eventuais licenciamentos, quando necessários.
Quem se formaliza adquire uma série de benefícios, como auxílio doença (após um ano de contribuição), salário maternidade e direito à aposentadoria, que podem ajudá-lo a prosperar com o negócio, além de outros benefícios para a família nos casos de pensão por morte e auxílio reclusão. O microempreendedor individual também tem direito de contratar um funcionário.
Planejamento é a basepara o sucesso do negócio
Para muitas empresas, a ideia genial e inovadora é um bom começo para o sucesso. “Mas isso não basta”, afirma o superintendente do Sebrae-BA, Adhvan Furtado. De acordo com ele, ter um bom plano de negócio é fundamental.
“Planejamento é a base para o que a empresa pretende fazer. É necessário estudar o mercado e saber se há demanda para aquele produto ou serviço, entre outras medidas que antecedem a implantação da empresa”, completa. Outra estratégia para fazer o negócio dar certo é conhecer bem os clientes e estar próximo deles.
“É preciso estar conectado com as novas formas de comunicação”, diz Furtado. Não é à toa que as grandes empresas mundiais já aderiram às redes sociais, utilização de canais de vídeo e aplicativos como forma de comunicar suas marcas, independente da área de atuação. Há ainda receitas internas de sucesso que refletem no produto final. Exemplo disso é o investimento em uma boa rede de fornecedores. “Buscar inovar e oferecer um serviço diferenciado também são imprescindíveis”, conclui.