Estado incentiva crescimento industrial da celulose no extremo sul da Bahia

16/06/2010


O secretário destacou que a visita empreendida às instalações da Suzano integram a ação itinerante realizada pela Secretária de Indústria, Comércio e Mineração do Estado (Sicm), durante esta semana. "Estamos percorrendo as regiões do sul e do extremo sul da Bahia para gerar, ao lado do empresariado regional, soluções rápidas ao crescimento industrial", explicou Correia.


Exportação – Em 2010, a Suzano Papel e Celulose pretende plantar 19 milhões de mudas de eucalipto no estado. A segunda linha de produção começou a operar em agosto de 2007, com foco na exportação.Segundo o diretor-presidente da empresa, Antônio Maciel, "além da celulose, a empresa também movimenta toda a cadeia produtiva do eucalipto. A expectativa é de crescer com apoio das iniciativas do Governo do Estado."


No mercado há 85 anos, esta é uma das maiores produtoras verticalmente integradas de papel e celulose de eucalipto da América Latina e a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo.A companhia conta com quatro unidades industriais: Suzano, Rio Verde e Embu, no estado de São Paulo, e Mucuri, no sul da Bahia. A Suzano ainda integra o Consórcio Paulista de Papel e Celulose, localizado em Americana (SP), do qual detém 50% do capital, além de possuir escritórios comerciais nas capitais paulista e baiana e estrutura para comercialização na Inglaterra, Estados Unidos, China, Suíça e Argentina.


A política de expansão industrial empreendida pelo Governo do Estado está revelando, gradativamente, resultados positivos para a descentralização do desenvolvimento na Bahia. Em Mucuri, no extremo sul do Estado, por exemplo, a fábrica Suzano Papel e Celulose, visitada ontem pelo governador Jaques Wagner, planeja novos investimentos diante do apoio estadual.



"A atração de empresas, que têm crescido na Bahia, é fruto da relação de transparência entre governo e empresariado, na busca de soluções para o desenvolvimento. Ao lado disso, temos programas eficientes de incentivos fiscais, além do atual contexto econômico favorável da Bahia. Prova disso são os resultados do último PIB e do recorde na geração de 42 mil empregos", afirmou o governador Jaques Wagner.


Na ocasião da visita, o governador e o secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, participaram de uma reunião com os representantes da empresa para discutir as possibilidades de crescimento na Bahia. Hoje, a fábrica já implantou a segunda unidade industrial, na qual foi investido R$ 1,3 bilhão, e produz quase 2 milhões de toneladas de celulose e papel por ano.


Para isso, cerca de cinco mil trabalhadores diretos foram contratados, além dos 15 mil empregos indiretos que, estima-se, a produção de eucalipto gera em toda a região. O que reflete os benefícios da expansão industrial descentralizada por toda a Bahia.


Interior – "Só temos o que comemorar. Somente no ano passado, 70% das fábricas vindas para o Estado instalaram-se no interior. Isso permite um crescimento igualitário das regiões e a geração de emprego e renda consistente fora do eixo RMS", pontuou James Correia.

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