10/11/2016
O Banco do Nordeste (BNB) espera disponibilizar em financiamentos para a Bahia, em 2017, algo em torno de R$ 3,4 bilhões, provenientes somente do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). Esta é a projeção do novo superintendente regional da instituição no estado, Antônio Jorge Guimarães Júnior.
O orçamento total do BNB para projetos baianos no ano que vem ainda não foi definido, mas só a projeção do FNE já indica uma superação em relação aos valores previstos pelo fundo este ano: R$ 3,2 bilhões.
Guimarães Júnior ainda destacou que, à parte do orçamento normal do banco, mais R$ 7,5 bilhões ainda serão destinados no próximo ano para projetos de infraestrutura da iniciativa privada em todo o Nordeste. “São recursos que não têm limite por estado: o dinheiro pode ficar todo na Bahia, por exemplo, se só o estado apresentar bons projetos nesse sentido”, explicou.
Resta R$ 1 bi
Já o orçamento do banco, incluindo as linhas normais do FNE, será destinado, prioritariamente, para as micro e pequenas empresas. Este ano, até o final do mês passado, R$ 2,2 bilhões já haviam sido aplicados em projetos baianos com os recursos do FNE . “O banco ainda tem R$ 1 bilhão do FNE para ser liberado até o final deste ano”, assegurou Guimarães Júnior durante visita ao Grupo A TARDE.
Outros R$ 706 milhões, provenientes de recursos próprios do banco, financiaram este ano projetos do programa Crediamigo, além de R$ 362 milhões destinados ao Agroamigo. Os programas têm foco no microempreendedor das zonas urbana e rural, respectivamente.
Segundo Guimarães Júnior, que assumiu a pasta há menos de um mês em substituição a Jorge Bagdêve, a postura atual do banco é ampliar ainda mais os esforços para executar todo o orçamento previsto. Pata tanto, a instituição está reduzindo a burocracia, apostando em cartões de captação direta de recursos pelo empreendedor e ampliando a oferta de tecnologia.
Sem rótulo
A ideia é facilitar a liberação de recursos, contribuindo para socorrer, sobretudo, os empresários baianos na luta para vencer a crise. “Com dinheiro escasso no mercado, não podemos deixar sobrar financiamento barato que ainda contribui pata o desenvolvimento do Nordeste”, diz Guimarães Júnior.
O superintendente também quer apostar em mais divulgação das linhas de crédito, “visando desmitificar a ideia de que o BNB é um banco de financiamento rural”. Reuniões com segmentos como os de shopping centers e franquias já foram agendadas nesse sentido.
No interior, será mantida a proximidade que dá segurança aos clientes da zona rural, com abertura de novas agências: em 2012, eram 187 em todo o Nordeste; agora são 334. Na Bahia, as 37 agências saltaram para 65 no mesmo período.