Varejo baiano registra expansão de 9,2% em Abril

17/06/2010

O comércio varejista baiano registrou, em abril, expansão de 9,2% no volume de vendas em relação a igual período do ano passado. Na comparação com o mês imediatamente anterior, a variação foi negativa (1,6%). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisada, no Estado, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).



De acordo com Maria de Lourdes Caires, da Coordenação de Pesquisas Sistemáticas e Especiais da SEI (COPESE/SEI), o desempenho do setor em abril se deu em relação a um período no qual o varejo do Estado apresentou crescimento significativo (7,0%, em abril de 2009), quando a economia começou a sinalizar retomada do nível de atividade e os efeitos de um cenário econômico mais favorável foram notados no comércio varejista.



“Desde abril do ano passado, um conjunto de fatores vem concorrendo para o comércio baiano apresentar resultados favoráveis. Dentre eles se destacam-se a expansão do crédito para financiamentos, o alongamento dos prazos de parcelamento, a melhoria da renda dos consumidores, essencialmente daqueles de menor poder aquisitivo e, principalmente, o aumento do emprego formal no Estado”, considera Maria de Lourdes. Além desses fatores, neste ano, a realização da Copa do Mundo tem contribuído para expandir as vendas de determinados segmentos do varejo.



Principais destaques - Os dados da PMC, em abril de 2010, comparados com os de igual mês de 2009, revelaram ainda que, à exceção do segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentou variação negativa (6,0%), os demais registraram variações positivas.



Os principais destaques nas vendas foram os segmentos de Móveis e eletrodomésticos (27,9%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (15,3%), Tecidos, vestuário e calçados (13,2%), Combustíveis e lubrificantes (9,1%), Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (7,5%). Em seguida vieram Outros Artigos de uso pessoal e doméstico (6,3%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,8%) e no subgrupo de Hipermercados e supermercados a variação foi de 2,1%.



Os dois segmentos que não contribuem para a formação da taxa geral do varejo, mas são acompanhados pela PMC, os resultados de abril, ante igual período do ano anterior, foram Veículos, motocicletas, partes e peças (10,6%) e Material de Construção (24,8%).



Os resultados apurados de janeiro a abril de 2010 levaram o comércio baiano a acumular expansão de 13,4% nesse período, enquanto a taxa acumulada no primeiro quadrimestre de 2009 situou-se em 3,6%. No acumulado dos últimos 12 meses (maio de 2009 a abril de 2010), o aumento foi de 10,0%.



De janeiro a março de 2010, as principais contribuições positivas na formação do indicador do comércio vieram do ramo de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. No primeiro trimestre, esse segmento apresentou significativo crescimento, de 13,5%.



A taxa registrada em abril (1,8%) foi muito inferior às apuradas nos três últimos meses, o que impediu crescimento mais significativo do comércio baiano. Isso se explica por se tratar do ramo de atividade de maior peso do comércio. Por isso, o seu desempenho se reflete, sobremaneira, na formação da taxa que mede o comportamento do setor.

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