Estado quer indústrias para agregar mais valor à produção do baixo sul

06/07/2010





A implantação de novas fábricas valoriza culturas como a do dendê, que é expressiva na região


A região do baixo sul do estado, com 16 municípios, pode se transformar em um dos maiores pólos produtores da agropecuária baiana, com a intensificação da produção de cacau, dendê, cravo, guaraná, pimenta, piaçava e a instalação de indústrias para agregar valores aos produtos.



Esta é uma das metas da Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), manifestada pelo secretário es-tadual da Agricultura, Eduardo Salles, ao presidente da Cooperativa Central dos Empreendedores do Estado da Bahia (CCES), Edson Tenório Albuquerque Filho, durante visita ao Sindicato Rural de Camamu.


O secretário destacou que deverá ser realizado um levantamento no baixo sul para identificar as fórmulas destinadas à atração de indústrias e de investidores, a exemplo do que está sendo feito na região oeste, onde a Fundação Getúlio Vargas já desenvolve um estudo profundo visando à implantação de indústrias para agregar valores às cadeias do algodão, do milho e da soja.


"Essa região é abençoada, aqui se produz tudo", disse Salles, que participou, em Camamu, da abertura do Dia da Agricultura Familiar, promovido pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com apoio da Seagri e da prefeitura local.


O diretor de Pecuária da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Elionaldo de Faro Teles, também integrou a comitiva que visitou o município.


Cravo – O primeiro produto exportado de Camamu foi o cravo, como lembra o presidente da Cooperativa Central de Empreendedores, para quem a implantação de indústrias agregaria valores aos produtos e possibilitaria o aumento da renda dos agricultores familiares.



A CCES engloba cooperativas (Cooprocam, de Camamu, Cooperuna, de Una, Cooperguaraná, de Taperoá, Coofava, de Valença, e Coomtrata, de Nazaré das Farinhas) e 3.150 agricultores familiares.


Atualmente, os produtos são comercializados in natura, por cada uma das cooperativas ou pela própria CCES. A exportação, ainda em pequena escala, é feita para países como a Bélgica, Inglaterra, França e Emirádos Árabes.


Somente a Ambev, conforme Edson Tenório, compra 300 toneladas por ano de guaraná produzido em Taperoá.



Agricultores familiares da região venderão óleo de dendê à Petrobras


Pelo menos, 1.600 agricultores familiares do baixo sul do estado serão beneficiados pelo Contrato de Fornecimento e Assistência Técnica acordado entre a Petrobras Biocombustível e as cooperativas dos municípios de Ituberá, Valença, Taperoá, Nazaré e Camamu.


De acordo com David Gomes Leal, gerente de suprimento da Petrobras Biocombustível, a empresa vai comprar dos produtores quatro mil toneladas/ano de óleo de dendê, e oferecer assistência técnica.


Participam do contrato, anunciado em Camamu durante as comemorações do Dia da Agricultura Familiar, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Agricultura/EBDA, a Ceplac e os agentes financeiros Banco do Nordeste do Brasil e Banco do Brasil. "Acabamos de fechar as negociações", disse David Leal, acrescentando que "agora vamos finalizar os detalhes e colocar o contrato em operação."


Para o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a produção de dendê na região é muito forte, e o contrato assinado com a Petrobras é importante em termos de comercialização.


No entanto, diz ele, "precisamos agregar valor ao produto e, para isso, queremos investir na industrialização, com a implantação de fábricas na região". O contrato de fornecimento e de assistência técnica está sendo firmado com a Coaibasul, de Ituberá, Coofava, de Valença, Cooperguaraná, de Taperoá, Coomtrata, de Nazaré, Cooprocam, de Camamu, e Associação de Mulheres, de Taperoá.


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