O trabalho para a construção de uma política estadual voltada para o incentivo do setor solar fotovoltaico ganhou ainda mais corpo esta semana. Após o Brasil Solar Power, principal evento sobre energia fotovoltaica no país, o presidente executivo da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Sauaia esteve na Bahia para uma série de reuniões com secretários de estado e o Desenbahia, com o objetivo de construir um programa baiano voltado ao setor.
A construção da política estadual foi anunciada na semana passada, durante o evento no Rio, e esta semana já avançou. Após se reunir com o corpo técnico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).
"A ideia é que nós possamos cada vez mais desenvolver ações, iniciativas, projetos e o mercado de energia solar fotovoltaica no estado, em especial porque a Bahia é um dos estados brasileiros com melhor recurso solar e, consequentemente, pode ser um estado líder na adoção dessa tecnologia em edifícios públicos, privados e também na zona rural, no setor produtivo agrícola. Além disso, o estado tem potencial muito grande para ser tornar um polo na atração da cadeia produtiva", afirma Sauaia.
O presidente defende que é necessário o desenvolvimento de um programa estadual. "O programa vai agregar as características e qualidades da Bahia e apontar para o mercado, tanto consumidor quanto produtivo, as potencialidades e o apoio que existe para o desenvolvimento desta tecnologia aqui no estado", diz.
DESAFIOS
O presidente executivo da ABSOLAR lista os três principais desafios que precisam ser superados no âmbito estadual: a tributação, o financiamento e o uso da tecnologia pelo poder público. Sauaia, entretanto, adianta que os mesmos fazem parte do programa que está sendo montado e trabalhado em conjunto entre a associação e a SDE. "É preciso corrigir alguns gargalos e barreiras tributárias que tem dificultado o desenvolvimento da tecnologia. Segundo, precisamos de financiamento de qualidade, específico para o setor, e adequado às características dessa tecnologia para que ela possa avançar e se desenvolver aqui na região", explica.
O terceiro ponto diz respeito ao incentivo do uso da tecnologia pelo poder público. "É preciso que o governo dê o exemplo e comunique esse envolvimento do estado com a população, usando a tecnologia em edifícios públicos, como escolas, hospitais, prédios da administração pública e junto à habitação popular, para que a população de baixa renda também tenha acesso. Além de incentivar o setor privado no uso da energia solar nas suas residências, comércios e indústria.