Abertura de empresas volta a crescer na BA

21/09/2017

O primeiro semestre do ano fechou com balanço positivo de 17.329 empresas abertas na Bahia contra 12.029 que fecharam no mesmo período. Os dados foram divulgados, pela Junta Comercial da Bahia (Juceb).


Em tempos de crise, boa parte dos novos negócios, entretanto, é fruto do chamado empreendedorismo por necessidade, que força o trabalhador a buscar uma alternativa empresarial como meio de sustento, muitas vezes após ter ficado desempregado, “mas, ainda assim, é muito melhor do que se tivessem mais empresas fechando”, diz o presidente da Juceb, Antônio Carlos Tramm.


A Juceb não tem balanço dos setores de atuação das novas empresas, mas apresenta dados sobre o tipo jurídico: foram 7.231 abertas por um empresário e 6.710 são do tipo sociedade limitada e 3.163 empresas individuais de responsabilidade limitada (Eireli), 159 empresas de sociedade anônima e 44 cooperativas, além de 22 classificadas na Junta como “outros”.


Na análise comparativa com os primeiros semestres dos dois anos anteriores, considerando o acirramento da crise econômica, há agora, em 2017, sinais de avanços em números absolutos: nos primeiros seis meses de 2015 foram 17.800 negócios abertos, caindo para 15.870 em 2016 e voltando, portanto, para a casa dos 17 mil este ano.



Tecnologia



“Não só comparativamente, mas também considerando o número de 12 mil fechamentos no primeiro semestre deste ano, há também um indicativo de que a maioria dos negócios abertos, mesmo nos casos de empreendedorismo por necessidade, tem conseguido prosperar, ainda que enfrentando a crise”, frisa Tramm.


As inovações tecnológicas adotadas pela Junta Comercial, integradas a órgãos federais e municipais, assim como os avanços promovidos em todas as juntas comerciais com a implementação da Redesim, também seriam, segundo Tramm, fatores que vêm facilitando a abertura de empresas na Bahia.


A Redesim é a rede nacional para simplificação do registro e legalização de empresas e negócios, por meio de um sistema integrado que permite a abertura, fechamento, alteração e legalização de empresas, simplificando procedimentos e reduzindo a burocracia.


Ainda assim, na análise apenas da extinção de negócios, os números da Juceb, referentes também aos primeiros semestres, desde 2015, evidenciam o lado mais perverso da crise: em 2015, foram apenas 6.361 empresas fechadas contra 17.800 abertas. Em 2016, o número de empresas que quebraram saltou para 10.935 nos seis primeiros meses do ano, crescendo ainda mais agora em 2017: 12.029.


O presidente da Juceb lembra, entretanto, que, também no que se refere ao fechamento de empresas, é preciso considerar os efeitos da desburocratização e das facilidades dos serviços agora disponibilizados via internet que permitem agilizar os processos de baixa de uma empresa.


"De modo geral, nossa média de resposta em serviços, considerando toda a documentação em dia, caiu de 10 dias para menos de dois”, argumenta Antônio Carlos Tramm.

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