Sol e vento criam oportunidades na Bahia

09/10/2017

Dizer que os baianos vivem do sol e do vento já foi comentário pejorativo nas bocas dos desavisados. Hoje, quando criamos novas oportunidades de trabalho e renda graças aos investimentos em energias limpas como eólica e fotovoltaica, o Brasil reconhece que somos um povo trabalhador e que sabemos explorar nossas potencialidades.




Recentemente, o governador Rui Costa deu um passo importante ao inaugurar o Complexo Fotovoltaico de Bom Jesus da Lapa, com 156 megawatts de potência - o maior em operação no País - colocando nosso estado na liderança do setor. É energia suficiente para iluminar 166 mil casas - sem liberação de carbono no meio ambiente.



Com as contas equilibradas e a confiança dos empresários, a Bahia atrai novos empreendimentos e dá aos brasileiros sua contribuição para o barateamento da energia e a conservação do meio ambiente.



Tal realidade tem raízes no passado recente, quando da chegada na Bahia dos primeiros parques eólicos. Fomos felizes ao compreender as possibilidades que a natureza nos apresentava: ventos contínuos e unidirecionais soprando em grandes extensões de terra carentes de atividades econômicas. Assim, entre 2012 e 2015, 240 projetos eólicos foram comercializados, beneficiando mais de 20 municípios, a maioria no semi-árido.



O trabalho é contínuo. A Bahia é o estado brasileiro que mais cadastrou empreendimentos eólicos para os leilões que deverão ocorrer em dezembro deste ano. São 34% dos projetos de todo o país, quase 20 mil megawatts. Estamos em segundo lugar na produção de energia eólica, seremos os primeiros em 2019.



Além da geração de energia, atraímos boa parte da cadeia de equipamentos para a construção das torres eólicas. No total, cerca de 30 mil empregos já foram criados, número que deverá ser duplicado nos próximos anos, segundo critérios da Associação Brasileira de Energia Eólica, que calcula que cada megawatt de energia produzido gera 15 empregos no setor.



As perspectivas para a utilização de energias limpas são praticamente inesgotáveis. Por exemplo, com a utilização de tecnologias simplificadas, hospitais públicos gradualmente passarão a utilizar água aquecida pela luz solar. Investimos também na produção de biomassa. São sete projetos em andamento, incluindo a primeira usina termelétrica de biogás do Nordeste, no Aterro Metropolitano Centro, em Salvador.



Acredito que a evolução para uma sociedade mais justa e equilibrada só é possível com inclusão social. Antes de tomar decisões, o gestor deve sempre se perguntar: quem será realmente beneficiado? Ao priorizar as energias limpas, o Governo do Estado prova que está preocupado com as pessoas e com o ambiente em que elas vivem.



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