Atração de novas empresas compensa desinvestimento do governo federal na Bahia

11/12/2017

O estado da Bahia fecha o ano com a implantação de mais 73 novas empresas, que, em conjunto, geraram R$ 3,9 bilhões em investimentos e a criação de 5,5 mil empregos. Os dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) são o resultado da política adotada pelo governo para a atração de novos investimentos para o Estado.



A SDE vem tentando diversificar a matriz industrial, seja incentivando a vinda de novos empreendimentos em área como energia solar e eólica, calçadista e mineral, como também atuando em conjunto com empresas privadas do setor de petróleo e gás para alavancar esse segmento.


O interesse das empresas em se instalar na Bahia continua crescendo. Este ano, por exemplo, foram assinados 91 protocolos de intenções com previsão de gerar investimentos da ordem de R$ 3,9 bilhões e 11 mil empregos. A meta do governo do Estado, até 2019, é que sejam implantados 342 novos empreendimentos na Bahia, com previsão de aporte de investimentos de R$ 22 bilhões e geração de 24 mil empregos.


Na avaliação de técnicos da SDE, a escolha da Bahia para a implantação de novos empreendimentos ocorre por um conjunto de fatores., como a localização geográfica estratégica entre o sudeste e o nordeste do país, o potencial ambiental para empresas do segmento de energia eólica, solar e mineral, bem como o investimento do Estado em infraestrutura viária. Outro fator importante é o ambiente político e a seriedade do governo baiano em cumprir os compromissos assumido.


A indústria calçadista Ferracini, por exemplo, um dos segmentos industriais que mais contratam mão-de-obra, começa a operar em Amargosa já no início de 2018, empregando 300 pessoas e investindo R$ 12 milhões em sua nova fábrica. Outra empresa que inicia suas atividades em Camaçari, com a contratação de 215 empregos, no mesmo período é a IME, indústria de máquinas e equipamentos de instrumentação analítica. A empresa investiu R$ 12 milhões em sua fábrica em Camaçari.



Desempenho da indústria



Maior empresa do segmento de petróleo e gás do País, a Petrobras está saindo gradativamente do segmento da exploração em áreas terrestres, inclusive na Bahia. Esse novo posicionamento de investimento da empresa é um dos principais fatores que explicam o resultado negativo da indústria de transformação na Bahia. A queda de 3,8% no segmento na Bahia apurado nos últimos 12 meses até setembro passado foi puxada, basicamente, pelo resultado negativo do segmento de metalurgia (-30,5%, menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e refino de petróleo e biocombustíveis (-7,8%, redução na produção de óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis).


Por outro lado, apesar de a indústria baiana de transformação ter registrado queda na média final, cinco dos onze segmentos analisados apresentaram resultados positivos. O segmento de veículos automotores registrou um forte crescimento no período, da ordem de 19,5%, seguido por couro e calçados (10,7%), borracha e plástico (3,2%), celulose e papel (2,5%) e alimentos (1,2%).


Há dois anos, a Bahia produzia 50 mil barris por dia de petróleo, enquanto hoje a produção não passa dos 30 mil barris por dia. De acordo com analistas da SDE, a produção vem caindo mês a mês porque a Petrobras está reduzindo os investimentos na exploração de óleo e gás em campos terrestres, e dando prioridade à exploração do pré-sal, onde um poço chega a produzir trinta mil barris por dia, tornando-se bem mais rentável.


Para contornar a queda dos investimentos da Petrobras em áreas terrestres, o governo baiano, vem estimulando o segmento privado a aderir ao Programa Reate – Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres, do Ministério das Minas e Energia, e lançado no estado no início do ano. Em setembro, no 14º leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as áreas leiloadas na Bahia foram todas arrematadas por empresas de pequeno e médio portes. “O índice de sucesso da Bahia ficou entre 26 e 27%, bem superior ao nível nacional, que não chegou a atingir 15%.
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