Fábrica de couro gera mais de 200 postos de trabalho

03/01/2018

A vida é como uma joia rara e a Aredda Courum não é diferente. Com capacidade de produzir até 3 mil unidades ao dia, a empresa especializada na fabricação de peças em couro é resultado do empreendedorismo de seu fundador, Dílson Gomes da Silva que, em 1996, decidiu abrir uma pequena fábrica no distrito de Malhador, em Ipirá, para produzir carteiras. Ao longo desses 21 anos de mercado, a grife nunca deixou de acompanhar as tendências da moda brasileira e mundial, e hoje conta com mais de 200 itens. Nesse período, a empresa tem se destacado pela produção de bolsas, chapéus, capangas, pastas, malas, carteiras, cintos, chaveiros, entre outros objetos feitos em couro legítimo. Segundo o diretor comercial, Lucas Manoel Oliveira Silva, no inicio todas as peças eram feitas artesanalmente, gerando uma produção diária de 300 unidades e era voltada para pequenos atacadistas que as revendiam em pequenas lojas ou feiras livre. Hoje, a produção se multiplicou e esses números são da ordem de 3 mil peças/dia. O aumento da demanda ocasionou o aperfeiçoamento do sistema produtivo e foi feito investimento em equipamentos, infra-estrutura e mão-de-obra. Apostando na vocação ipiraense para a produção de produtos em couro de qualidade, a Aredda se instalou em uma área de 1,5 mil m2 e gera mais de 200 empregos diretos. A empresa justifica sua posição de benchmark regional, sendo a primeira marca do município a abrir uma loja virtual para atender clientes em todo o país. A Aredda aposta, também, num novo formato de loja e, para isso, conta com unidades em Feira de Santana e Salvador, disponibilizando todo o seu mix de bolsas, carteiras, cintos, acessórios, além de seus já consagrados calçados.





Empresa produz 3 mil peças/dia




O grande diferencial da empresa no mercado em comparação às grandes grifes e preias, fica por conta de que 90% da sua clientela são mulheres. Com 38 opções de bolsas femininas, a unidade fabril, chega a produzir 300 unidades desse material/dia, com preços que variam de R$ 180,00 a R$ 400,00 cada. Já as carteiras de cédulas são 900, com preço entre R$ 30,00 e R$ 100,00, além dos demais acessórios. Dos 26 estados da federação, só três não recebem seus produtos. A Bahia lidera o consumo de vendas, seguida de Sergipe, São Paulo e Rio de Janeiro. A plataforma em Ipirá, não produz calçados. O produto que abastece a rede de lojas vem de parceria com os polos calçadistas do Sul e Sudeste do país - São Paulo e Rio Grande do Sul -. “Hoje, temos mais de 3 mil tipos de calçados nas linhas masculino, feminino, infantil, de acordo com a bandeira de cada loja - já que 98% de nosso público alvo é feminino -, que adquire, em quantidade, nossos calçados e bolsas. Esse é um diferencial da nossa marca em relação a outras lojas, até pela complexidade que o setor exige. E a Aredda não tem concorrente que trabalha nesse nível”, explica Lucas Oliveira.
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