Uso de tecnologia ajuda no cultivo de frutas no nordeste

20/07/2010

O uso de tecnologias adequadas no cultivo de frutas pode driblar adversidades climáticas, diversificam a produção e trazem lucro aos produtores. As frutas como manga e uva, cultivadas na região semiárida com sistemas de irrigação e até pasto irrigado no sudoeste do Estado, são alguns exemplos. Plantio direto ou na palha, sistemas de irrigação, macrodrenagem e mecanismos de melhoramento genético são algumas das alternativas indicadas pelos especialistas.



A técnica também é utilizada nas maçãs cultivadas na Chapada Diamantina, a partir de um processo de melhoramento genético. A tecnologia chega também ao café produzido, no oeste baiano, e cenouras, em Irecê, por meio da técnica de irrigação via pivô central.



Mas, as mudanças climáticas globais podem afetar drasticamente os sistemas de irrigação, como alerta o pesquisador da Unicamp (SP), Hilton Pinto. Os estudos apontam para uma grande diminuição da vasão dos rios, o que dificultará a irrigação.“Em 20 anos, a projeção é que o Rio São Francisco tenha queda de vazão de até 25%, por exemplo”, destaca.


Nordeste


No caso do clima seco, predominante na Região Nordeste do País, o sistema de irrigação é a tecnologia mais utilizada. É o caso do Vale do São Francisco, onde a fruticultura irrigada – iniciada na década de 60 – tornou-se o grande potencial da região, marcada pelo clima seco e solos com baixa fertilidade.



Hoje, os Perímetros Públicos Irrigados do Polo Juazeiro (BA)/Petrolina (PE) são responsáveis por 60% da manga (61 mil t) e 50% da uva de mesa (47 mil t) exportadas pelo Brasil, o que representa cerca de US$ 138 milhões, de acordo com Frederico Calazans, secretário-executivo da área de gestão de irrigação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).



No oeste baiano, região que se destaca pela produção de algodão (1/3 do mercado brasileiro), o café irrigado via pivô central começou a ser cultivado em 1994. São 15 mil hectares, num total de 130 pivôs instalados. A experiência é uma novidade no cenário mundial e a produção anual é de cerca de 35 mil toneladas, segundo o diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Alex Rasia.
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