Mulheres têm ocupado mercado de joalheria na Bahia

20/06/2018

Tradicionalmente um ofício masculino, a profissão de joalheiro tem mudado o perfil ao longo do tempo. De acordo com informações do Centro Gemológico da Bahia (CGB), a mudança tem sido percebida em sala de aula. Em 2017, dos 92 alunos que fizeram curso na instituição, 39 foram mulheres, o que representa mais de 40%.


De quatro anos para cá, a demanda aumentou muito nos cursos de joalheria. Há turmas compostas por 12 alunos, sendo dez mulheres. Mas não é somente nos cursos que os números de mulheres têm sido diferentes, o mercado também começou a solicitar e absorver a demanda feminina.


A Ouro do Brasil, que trabalha com fabricação de joias há quatro anos, teve sua primeira experiência com uma ourives em 2016, fruto de uma indicação do CGB. “Trabalhávamos na maioria das vezes com ourives masculinos, mas nossa experiência com uma profissional mulher foi muito satisfatória. As mulheres têm mais disciplina, melhores acabamentos e foco”, afirma Roberto Cadena, gerente do departamento de produção da joalheria.



Cursos


Localizado no Centro Histórico de Salvador, o Centro Gemológico realiza cursos de joalheria básica, intermediária e avançada/cravação, lapidação básica e intermediária. Os cursos têm duração de quatro semanas, com carga horária de 80 horas. As aulas, que acontecem de segunda a sexta, nos turnos vespertino e noturno, são ministrados por professores do Senai, fruto de uma parceria que tem o objetivo de promover cursos de formação e aperfeiçoamento profissional para o segmento, já que a Bahia é um dos maiores produtores de gemas e metais preciosos do país.


Um dos orgulhos do centro é contar que alguns dos atuais professores são ex-alunos da casa, que se qualificaram ao ponto de serem selecionados pelo Senai para atuarem como instrutores. Dos cursos de joalheria do Brasil, aqueles ofertados pelo Centro são os mais baratos e recebem alunos de todo o país, mas também de outras nações como Colômbia, México, Argentina e Egito.



O CGB conta ainda com um laboratório gemológico e equipamentos de precisão, para a emissão de laudos, pareceres e certificados de autenticidade de gemas e joias. O laboratório do CGB foi criado nos moldes exigidos pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), visando atender às necessidades de certificação das gemas produzidas na Bahia, bem como para atender todo o Nordeste.
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