Atualmente, a indústria calçadista emprega cerca de 31 mil pessoas em toda a Bahia. Estimulada pelo Governo do Estado, a descentralização de fábricas do segmento, por meio da oferta de incentivos fiscais, reflete, atualmente, no funcionamento de 51 fábricas, que estão espalhadas em 41 municípios.
A diretora de Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), Laís Maciel, destacou a relevância dessas ações de atração. “Nós estamos utilizando as melhores estratégias para a atração da indústria, em especial a calçadista. É uma estratégia muito importante para a economia da Bahia, porque representa a geração de muitos empregos e a utilização da mão-de-obra local, além de ajudar no desenvolvimento de municípios do interior”, explicou.

De acordo com o presidente da Minas Bahia, Gil Assunção, "o fácil diálogo com o governo estadual e o empenho e qualificação da mão-de-obra local foram determinantes, no primeiro momento, para a mudança da fábrica para solo baiano e, agora, para essa ampliação, que vai quase dobrar a produção anual e a metragem e maquinário da indústria".
Oportunidade
A Minas Bahia funciona em um galpão com 2.700 metros quadrados de área construída e concentra a produção em calçados femininos, tais como tênis e sandálias. Possui, entre a cartela de clientes, grandes marcas, como Marisa, Mersan, Avon e Pernambucanas. Ressalta-se, ainda, que não é só o setor atacadista que é aquecido com as atividades da empresa, uma vez que 70% da matéria-prima utilizada na confecção dos sapatos é comprada de fornecedores instalados na Bahia.
Nascido em Serrinha, Edimar Sodré está na Minas Bahia há três anos e atua como supervisor de linha de produção. "Comecei como auxiliar de serviços gerais. A empresa foi me dando oportunidade e eu evoluí até chegar na função que ocupo hoje. Essa fábrica dá oportunidade a quem quer crescer e isso é bom demais", comemora.
Conterrânea de Edimar, Janiele Oliveira das Virgens é auxiliar de linha de produção e também está na Minas Bahia desde o início das atividades da fábrica. "Antes da chegada da empresa, era muito difícil, pois estava desempregada e tinha um filho para criar. Começar a trabalhar aqui foi um alívio", contou.
Além da Minas Bahia, Serrinha abriga a fábrica Nádia Talita, que, por sua vez, produz tênis esportivos e sapatilhas, ambos sintéticos. A empresa também fornece palmilhas e executa injeção de sola. São três linhas de produção responsáveis por confeccionar seis mil pares por dia, nas quais trabalham mais de 300 pessoas.