10/02/2020
Matéria Produzida pela SDE para Revista Terra Mãe Ano 5, Nº 5. Para ver a revista completa clique aqui.
O cacau da Bahia vai além das 123 mil toneladas produzidas por ano e lidera nacionalmente, também, no setor industrial. A diversidade da cadeia produtiva baiana é tamanha que prevê a criação do primeiro polo de Chocolate de Origem do país, em Ilhéus, que pode impulsionar a economia. O mix da produção vai do cacau fino, chocolate artesanal e gourmet a nibs do fruto. No estado, os seis empreendimentos do setor que são incentivados pelo governo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), juntos, já injetaram quase R$ 312 milhões em investimentos e geram 1,2 mil empregos diretos. O forte da industrialização do cacau localiza-se na região Sul, mas também tem presença marcante na capital da Bahia e já ‘exportou’ até loja artesanal para Paris.
De acordo com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), o Brasil possui sete fábricas instaladas processadoras de cacau, sendo seis na Bahia – uma em Salvador, quatro em Ilhéus e uma em Itabuna – e uma em São Paulo. Além disso, a Bahia é sede do maior evento de chocolate da América Latina, o Chocolat Bahia Festival, que acontece em Ilhéus.
Numa conexão Ilhéus-Salvador- -Paris, com vocação sustentável, a AMMA Chocolate Orgânico investiu R$ 3 milhões para implantação de uma unidade de fabricação de chocolate artesanal. As fazendas de cacau ficam no Sul, nas proximidades de Ilhéus, Itabuna e Itacaré. Na capital baiana funcionam a planta fabril e as lojas temáticas. Para a capital da França, a marca baiana exporta o chocolate e mantém uma loja modelo. “O cacau
que a Bahia e os pequenos produtores produzem, com todo o apoio do Governo do Estado, tem sido fundamental para o desenvolvimento, pois estamos vivendo a reestruturação dessa cadeia, de uma forma sólida, com mais valor e mais respeito a todos os integrantes”, destaca Diego Badaró, fundador e diretor da empresa.
Entre as fábricas que estão implantadas na Bahia, inclui-se também a francesa Barry Callebaut, que possui duas filiais no estado. Maior processadora
de cacau do país e também produtora de chocolate, a empresa investiu R$ 72 milhões em Ilhéus e R$ 26 milhões em Itabuna. Ao todo, o volume de
aporte chegou a R$ 98 milhões na ampliação industrial. O grupo gera 530 postos de trabalho diretos na região.
CHOCOLATE DE ORIGEM
O Polo de Chocolate de Origem planeja conectar no mesmo local entretenimento, tecnologia, cultura e produção, promovendo um mix de experiências
com o cacau. “Será inovador e revolucionário, concentrando várias marcas de chocolate, produtos derivados do cacau, centro de pesquisa, espaço para reunião e palestras, um pequeno laboratório, sala de exposição, pequeno museu e outras atividades. Um projeto que não existe em nenhum complexo de chocolate no Brasil”, destaca Marco Lessa, idealizador do projeto.
Marco Lessa e Henrique Almeida são sócios das marcas de chocolate Sagarana e Chor. Começaram a produzi-las há quatro anos e, ao perceberem
que a qualidade do produto estava sendo reconhecida e ganhando mercado, passaram a abrir frentes comerciais e aumentaram a produção. Eles
produzem ainda o chocolate Gabriela e devem lançar em breve outra marca para alcançar o mercado nacional e exportação.
O polo deverá ser instalado na ‘Estrada do Chocolate’, a BA-262, que é um dos destinos turísticos da Bahia. Esta é a primeira rodovia temática do estado, cujo trajeto vai de Ilhéus a Uruçuca, com dois pórticos: um na ‘Terra de Gabriela’ e outro na BR-101. No percurso, os turistas têm acesso à cultura do cacau e à produção do chocolate, por meio de visitas a fazendas existentes, com sítios históricos, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.
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O sabor do chocolate da Bahia ganha o mundo
Foto: Ascom/Setur[/caption]
CADEIA PRODUTIVA BAIANA LIDERA TAMBÉM NO SETOR INDUSTRIAL, com seis fábricas processadoras, que geram 1,2 mil empregos diretos, além do maior evento de chocolate da América Latina, o Chocolat Bahia Festival
O cacau da Bahia vai além das 123 mil toneladas produzidas por ano e lidera nacionalmente, também, no setor industrial. A diversidade da cadeia produtiva baiana é tamanha que prevê a criação do primeiro polo de Chocolate de Origem do país, em Ilhéus, que pode impulsionar a economia. O mix da produção vai do cacau fino, chocolate artesanal e gourmet a nibs do fruto. No estado, os seis empreendimentos do setor que são incentivados pelo governo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), juntos, já injetaram quase R$ 312 milhões em investimentos e geram 1,2 mil empregos diretos. O forte da industrialização do cacau localiza-se na região Sul, mas também tem presença marcante na capital da Bahia e já ‘exportou’ até loja artesanal para Paris.
De acordo com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), o Brasil possui sete fábricas instaladas processadoras de cacau, sendo seis na Bahia – uma em Salvador, quatro em Ilhéus e uma em Itabuna – e uma em São Paulo. Além disso, a Bahia é sede do maior evento de chocolate da América Latina, o Chocolat Bahia Festival, que acontece em Ilhéus.
Numa conexão Ilhéus-Salvador- -Paris, com vocação sustentável, a AMMA Chocolate Orgânico investiu R$ 3 milhões para implantação de uma unidade de fabricação de chocolate artesanal. As fazendas de cacau ficam no Sul, nas proximidades de Ilhéus, Itabuna e Itacaré. Na capital baiana funcionam a planta fabril e as lojas temáticas. Para a capital da França, a marca baiana exporta o chocolate e mantém uma loja modelo. “O cacau
que a Bahia e os pequenos produtores produzem, com todo o apoio do Governo do Estado, tem sido fundamental para o desenvolvimento, pois estamos vivendo a reestruturação dessa cadeia, de uma forma sólida, com mais valor e mais respeito a todos os integrantes”, destaca Diego Badaró, fundador e diretor da empresa.
Entre as fábricas que estão implantadas na Bahia, inclui-se também a francesa Barry Callebaut, que possui duas filiais no estado. Maior processadora
de cacau do país e também produtora de chocolate, a empresa investiu R$ 72 milhões em Ilhéus e R$ 26 milhões em Itabuna. Ao todo, o volume de
aporte chegou a R$ 98 milhões na ampliação industrial. O grupo gera 530 postos de trabalho diretos na região.
CHOCOLATE DE ORIGEM
O Polo de Chocolate de Origem planeja conectar no mesmo local entretenimento, tecnologia, cultura e produção, promovendo um mix de experiências
com o cacau. “Será inovador e revolucionário, concentrando várias marcas de chocolate, produtos derivados do cacau, centro de pesquisa, espaço para reunião e palestras, um pequeno laboratório, sala de exposição, pequeno museu e outras atividades. Um projeto que não existe em nenhum complexo de chocolate no Brasil”, destaca Marco Lessa, idealizador do projeto.
Marco Lessa e Henrique Almeida são sócios das marcas de chocolate Sagarana e Chor. Começaram a produzi-las há quatro anos e, ao perceberem
que a qualidade do produto estava sendo reconhecida e ganhando mercado, passaram a abrir frentes comerciais e aumentaram a produção. Eles
produzem ainda o chocolate Gabriela e devem lançar em breve outra marca para alcançar o mercado nacional e exportação.
O polo deverá ser instalado na ‘Estrada do Chocolate’, a BA-262, que é um dos destinos turísticos da Bahia. Esta é a primeira rodovia temática do estado, cujo trajeto vai de Ilhéus a Uruçuca, com dois pórticos: um na ‘Terra de Gabriela’ e outro na BR-101. No percurso, os turistas têm acesso à cultura do cacau e à produção do chocolate, por meio de visitas a fazendas existentes, com sítios históricos, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.
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O sabor do chocolate da Bahia ganha o mundoFoto: Ascom/Setur[/caption]