Consórcios disputam trechos de ferrovia

21/09/2010


INFRAESTRUTURA Licitação da Valec define as empreiteiras responsáveis pelas obras dos lotes 1, 2 e 4 da Oeste-Leste



JOÃO PEDRO PITOMBO



Foram abertos na manhã de ontem pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal ligada ao Ministério dos Transportes, os envelopes do processo licitatório de três dos sete lotes para a construção o trecho baiano da Ferrovia de Integração OesteLeste, que ligará Ilhéus ao município de Figueirópolis, no Tocantins. Os lotes 1, 2 e 4 totalizam 421 quilômetros de extensão.



O lote 1 possui 124,9 quilômetros e compreende o trecho que vai do Rio da Preguiça até Ilhéus, onde será construído um complexo intermodal que prevê um novo aeroporto e o Porto Sul. Na concorrência, apresentou o menor preço o consórcio liderado pela empresa mineira SPA Engenharia, com participação das construtoras Delta e Convap, ambas também de Minas.



O lote 2 possui 117,9 quilômetros e vai do Rio da Preguiça até o Riacho Jacaré. A obra neste trecho deverá ser pelo consórcio formado pelas construtoras OAS e Galvão Engenharia. O lote 4, que compreende o trecho de 178,2 quilômetros entre o Riacho da Barroca e o Rio de Contas, foi arrematado pelo consórcio liderado pela Andrade Gutierrez com a Barbosa Melo e a Serveng.



A informação foi repassada na tarde de ontem pela Valec ao governo da Bahia, através do titular da Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin.



Com uma extensão de 1.526 quilômetros, a ferrovia vai cortar o território Bahia de ponta a ponta, passando por 32 municípios.



O resultado da abertura dos envelopes será publicado no Diário Oficial da União (DOU). Caso não haja nenhuma contestação num prazo de cinco dias a partir da publicação, o consórcio será declarado vencedor da licitação e então a obra poderá ser iniciada.



Os outros quatro lotes (3, 5, 6 e 7) previstos para o trecho baiano da ferrovia não tiveram os envelopes abertos por conta de recursos administrativos.



A previsão é que estes documentos sejam abertos na próxima semana. Ao todo, 12 consórcios apresentaram propostas à Valec.



Orçada em R$ 4 bilhões, comrecursos garantidos pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a Ferrovia Oeste-Leste será utilizada para o escoamento da produção agrícola do oeste baiano, além do minério de ferro da região de Caetité.



A previsão é que a ordem de serviço para o início das obras seja assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda este ano.

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