A unidade, que produz matéria-prima para o setor calçadista, ganhou investimento de R$ 8 milhões
FILIPE COSTA Agência A TARDE
A Bahia passou a abrigar a maior fábrica de adesivos para calçados da América Latina com o investimento de R$ 8 milhões que a FCC realizou em sua unidade em Conceição do Jacuípe, a 97 quilômetros de Salvador.
A injeção de recursos ajuda a impulsionar o setor calçadista baiano, que, ao mesmo tempo em que movimentou mais de R$ 850 milhões em 2009, comsuas quase 30 empresas gerando cerca de 30 mil empregos, a indadepende de incentivos fiscais do governo e enfrenta escassez de matéria-prima e falta de qualificação profissional.
O montante anunciado pela empresa, que tem sede no Rio Grande do Sul e está na Bahia há 10 anos, será usado na ampliação física da unidade, na compra de novos equipamentos, bemcomo no desenvolvimento de novas tecnologias.
A unidade da Bahia responde pelo fornecimento de adesivos para as regiões Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil. Os adesivos são usados para colar a sola do sapato.
O investimento deve ser feito até o primeiro trimestre de 2011 e deve gerar mais 150 postos de trabalho na fábrica que já emprega cerca de 400 pessoas atualmente.
A FCC acredita que o setor calçadista deve crescer na esteira do aumento da renda dos brasileiros. "Cada brasileiro compra, em média, três calçados por ano, contra quase seis dos moradores dos países desenvolvidos. À medida que a população aumenta o poder de compra, existe a perspectiva que as pessoas compremmais calçados", diz o diretor administrativo da FCC, Carlos Bremer. E a Bahia é a bola da vez no setor. "O mercado da Bahia é muito grande, as indústrias baianas vão crescer nos próximos anos e estamos perto de duas rodovias que ligam o Brasil, a BR-101 e 116", ressaltou.
Mas nem só de boas notícias vive o mercado calçadista." Temos mão-de-obra de nível superior, mas faltam técnicos", disse o diretor administrativo financeiro da empresa FCC.
Os incentivos fiscais, ou política de atração de investimentos, como preferem representantes do governo e das empresas, também são determinantes para a instalação e a ampliação de fábricas do setor calçadista na Bahia.
Apenas este ano, o governo baiano usou R$ 42 milhões para viabilizar a produção, entre reformas e doações de galpões, regularização de distritos industriais e isenção de impostos. "Este é um setor que nos interessa muito porque gera muito emprego e descentraliza investimento, que vai para o interior", destacou o secretário de Indústria e Comércio do Estado, James Correia.
Para ele, a área calçadista pode ajudar a Bahia a recuperar a posição perdida recentemente no ranking de maiores PIBs do Brasil (a 6ª colocação foi ocupada por Santa Catarina). "Por ser um setor que gera muitos empregos com certeza impacta no PIB", avaliou Correia.
Fábrica baiana de adesivos para calçados se torna a maior da América Latina
25/11/2010