Com articulação do Governo da Bahia, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou, na última terça-feira (24), a suspensão temporária das importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026, teve forte influência das demandas de produtores baianos e foi motivada pelo risco fitossanitário associado ao elevado fluxo de grão vindos de países vizinhos para o território marfinense, resultando na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.
Bahia requalifica 88 mercados municipais e fortalece comércio da agricultura familiar
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção, requalificação e modernização de mercados municipais em toda a Bahia. Entre 2023 e 2025, 88 unidades foram totalmente requalificadas, fortalecendo o comércio local, melhorando as condições de trabalho dos feirantes e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis da agricultura familiar.
Os mercados municipais cumprem papel estratégico no escoamento da produção rural, na dinamização da economia dos municípios e na valorização das feiras livres como espaços de convivência, geração de renda e identidade cultural. As intervenções buscam garantir mais conforto, segurança e organização para comerciantes e consumidores.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, os mercados “são a porta de entrada da agricultura familiar nas cidades. Quando o Estado investe nesses espaços, está garantindo dignidade para quem produz, melhores condições de trabalho para os feirantes e alimento de qualidade para a população. É desenvolvimento rural que se materializa no dia a dia dos municípios”.
Em cidades como Ribeira do Pombal, os equipamentos passaram a contar com central de abastecimento, cobertura adequada, mercado de carnes e cereais, boxes padronizados, banheiros, rede elétrica segura, áreas de circulação ampliadas e acessibilidade. A modernização impacta diretamente a rotina de feirantes e consumidores.
A feirante Emília de Jesus Santos, por exemplo, destaca a melhoria no ambiente de trabalho. “Um lugar melhor para a gente trabalhar tem que ser assim, com barraca nova, cobertura e iluminação. Tudo limpinho e bonito para vender hortaliças, coentro, alface, cebolinha e outras coisas que colho na minha horta. Muito lindo, gostei demais!”, conta.
Além dos mercados, as feiras livres também receberam atenção especial, com a entrega de mais de 14 mil barracas padronizadas no mesmo período. A iniciativa garante mais organização, conforto e visibilidade para agricultores familiares e feirantes em diferentes regiões do estado.
Com dezenas de novos equipamentos previstos para inauguração em 2026, o Governo da Bahia segue fortalecendo a agricultura familiar, levando investimentos diretamente a agricultores, agricultoras, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, e consolidando os mercados municipais como pilares do desenvolvimento rural e da segurança alimentar.
Do campo para os bastidores da folia: agricultura familiar garante alimentação a trabalhadores do Carnaval 2026
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) marcou presença no Carnaval 2026 com a entrega, nesta quinta-feira (12), de alimentos destinados a trabalhadores e trabalhadoras que atuam nos circuitos da festa. A ação integra uma força-tarefa do Governo do Estado, que vai distribuir 42 mil kits lanche para ambulantes e cordeiros, sendo 15 mil desses kits compostos por produtos da agricultura familiar, articulados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Os kits incluem itens como suco integral de frutas, barra de cereal e sequilhos, garantindo alimentação prática e de qualidade para quem faz a festa acontecer. Além disso, estão sendo ofertadas 21 mil refeições prontas para catadores de materiais recicláveis.
Para a tesoureira Maria Nilza da Conceição, da Cooperativa Rede Produtoras da Bahia, “o fornecimento desses kits para o Carnaval foi uma mobilização imensa dos grupos que a nossa cooperativa acompanha, uma imensa força-tarefa que abrangeu várias mulheres de três territórios, que colocaram um pedacinho de si dentro do carnaval, através desses produtos”.
A iniciativa conecta cuidado social e fortalecimento da economia do campo, ao assegurar a compra direta da produção de cooperativas e associações rurais, a partir de uma parceria com as Secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), de Políticas para as Mulheres (SPM), a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), o Corpo de Bombeiros e Voluntárias Sociais da Bahia.
A primeira-dama e presidenta das Voluntárias Sociais da Bahia, professora Tatiana Velloso, destacou a importância da articulação entre diferentes instituições para garantir cuidado e inclusão social durante a festa. “É uma grande rede, envolvendo o Governo do Estado e o nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas principalmente nessa relação com a Unicafes, que traz essa integração com a cidade e garante condições. Essa é uma ação de continuidade, de cuidar das pessoas”, afirmou.
Já a secretária da Seades, Fabya Reis, destacou o cuidado com a qualidade nutricional dos alimentos distribuídos durante a ação. “Lanches com componente nutricional, barra de cereal, produtos feitos pela Agricultura Familiar, o nosso suco integral. Então, agradecer enormemente esse esforço, parceira da nossa ação de segurança alimentar e nutricional no Carnaval de 2026”, agradeceu.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a ação demonstra o alcance social do investimento público. “Estamos garantindo alimentação para quem trabalha para que o Carnaval aconteça, ao mesmo tempo em que geramos renda para agricultores e agricultoras familiares. É o investimento público cumprindo seu papel social, gerando renda no campo e levando dignidade para o povo baiano”, afirma.
Com a atuação integrada entre os órgãos estaduais, o Governo da Bahia reafirma o compromisso de realizar um Carnaval com responsabilidade social, cuidado com as pessoas e valorização da produção da agricultura familiar.
Empório da Agricultura Familiar é opção para quem busca comida de qualidade e energia durante o Carnaval de Salvador
Quem vai encarar a maratona do Carnaval 2026 também pode contar com a força da agricultura familiar baiana. Castanhas, mel em sachê, chocolates artesanais, barrinhas de cereal, doces de umbu, frutas desidratadas, sequilhos são algumas das opções práticas, saborosas e fáceis de levar na bolsa ou na pochete durante a folia.
Para o esquenta com os amigos e também para o almoço, a diversidade se destaca com cervejas artesanais produzidas a partir de ingredientes dos biomas baianos, como umbu, maracujá da Caatinga, cajá, caju e licuri, além de pratos regionais como galinha da terra e escondidinho de fumeiro.
O restaurante funciona de segunda a sábado (09 a 14/02) e na Quarta-feira de Cinzas (18/02), das 11h40 às 15h. A conveniência fica aberta das 8h às 17h, e quem quiser ainda mais praticidade pode adquirir os produtos pela plataforma Mercaf (www.mercaf.com.br).
Todos esses itens são oriundos de cooperativas e associações da agricultura familiar baiana, apoiadas diretamente pelo Governo do Estado, por meio das ações da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Os investimentos garantem o apoio e fomento à produção, assistência técnica, implantação e a modernização de agroindústrias familiares, agregando valor aos produtos e ampliando o acesso a novos mercados.
Ação do Governo do Estado leva cisternas calçadão a 195 famílias do território de Itaparica
O Projeto Água para Produção teve início no município de Chorrochó, onde estão em construção 25 cisternas calçadão na comunidade de Poldinho. Ao todo, a iniciativa vai beneficiar 195 famílias, contemplando também os municípios de Abaré e Macururé. A ação é financiada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com execução da Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS).
Para os três municípios, o projeto prevê a implantação de 75 cisternas calçadão, com capacidade de armazenar até 52 mil litros de água cada, além de 120 barreiros, distribuídos igualmente, sendo 40 por município. As estruturas ampliam a capacidade de captação e armazenamento de água da chuva, fortalecendo a produção de alimentos e a criação de pequenos animais.
Em Chorrochó, antes do início das obras, pedreiros da comunidade de Poldinho participaram de uma capacitação voltada à construção das tecnologias sociais, habilitando trabalhadores do próprio território, gerando renda e formando mão de obra qualificada para atuar na região. O projeto também prevê a capacitação das famílias beneficiadas para o gerenciamento dos recursos hídricos, fortalecendo o uso consciente e sustentável da água.
“Esse é um projeto de implementação de tecnologia social de segunda água nos municípios do sertão, uma área muito estratégica. É uma ação que dialoga diretamente com o tema da convivência com o semiárido, numa região que está passando por um aspecto avançado de aridez, permitindo captar e armazenar a água das chuvas para usar durante o ano todo”, destaca a presidente da ARCAS, Adriana Silva Sá.
Já para Maria Luzia Dias da Mota, agricultora e moradora de Chorrochó, a chegada da cisterna representa a realização de um sonho e a esperança de fortalecer a produção da família:
“Eu agradeço a Deus por hoje estar com a minha cisterna. Estou esperando chover para fazer a minha horta, para o consumo dos animais e tudo o que eu precisar. Eu estou muito feliz, porque eu queria muito ter a minha cisterna e hoje ela está aqui”.
Com o investimento em tecnologias sociais de acesso à água, o Governo do Estado reafirma o compromisso com políticas públicas estruturantes de convivência com o Semiárido, ampliando as condições para que as famílias rurais produzam, gerem renda e enfrentem os períodos de estiagem com mais segurança hídrica.
Governo da Bahia fortalece segurança alimentar com entrega de 250 quilos de sementes crioulas para 50 famílias indígenas em Abaré
Cinquenta famílias indígenas da Aldeia Tuxi, no município de Abaré, foram beneficiadas com a entrega de 250 kg de sementes crioulas de milho caatingueiro e feijão de corda, pelo Projeto Sementes. A ação foi executada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), com objetivo de fortalecer a agricultura familiar, por meio da reintrodução de cultivares crioulas e não transgênicas.
A iniciativa amplia a área plantada, aumenta a produtividade e garante alimentação saudável para a comunidade. Para Alessandro Conceição Santos, liderança indígena da aldeia, a entrega das sementes representa justamente a retomada de práticas tradicionais e o fortalecimento da segurança alimentar.
“Para nós, enquanto povo Tuxi de Abaré, receber as sementes crioulas em nosso território reforça a esperança de preservar saberes tradicionais que eram usados pelo nosso povo e que, ao longo do tempo, vêm se perdendo. Foi muito importante ouvir os relatos dos anciãos presentes, muitos deles com a prática de trabalhar com essas sementes e de transmitir esse conhecimento de geração em geração. Com isso, seguimos com a perspectiva de fortalecer a segurança alimentar em nosso território”, celebra.
O Projeto Sementes integra a estratégica da SDR que, através da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), visa fortalecer sistemas produtivos sustentáveis e valorizar sementes que se adaptam bem ao clima do Semiárido baiano. As sementes distribuídas são adaptadas às condições climáticas da região, preservam a biodiversidade local e reforçam a autonomia produtiva das famílias agricultoras.
“O projeto fortalece as políticas de agroecologia do Governo do Estado ao preservar o patrimônio biogenético dos territórios, ampliar a autonomia dos agricultores e incentivar a produção de alimentos saudáveis”, destaca o diretor de Apoio e Fomento à Produção (DAFP/SUAF), Maicon Miguel Vieira.
Em comunidades indígenas como a de Abaré, a iniciativa ganha ainda mais significado, pois valoriza os saberes tradicionais, respeita a relação com a terra e reforça a segurança alimentar das famílias.
Fomento Rural transforma realidades no campo e já beneficia mais de 4,7 mil famílias na Bahia
O Programa Fomento Rural tem reforçado as ações de inclusão produtiva no meio rural baiano, atendendo 4.760 famílias entre 2024 e 2025, com R$ 21,9 milhões em investimento. Executado na Bahia pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a iniciativa garante repasse de R$ 4,6 mil por família, aliado ao acompanhamento técnico e social.
O programa é voltado para famílias rurais de baixa renda, tem forte protagonismo feminino, com 83,4% dos lares atendidos sendo chefiados por mulheres, e beneficiou 2.089 famílias em 2024 e outras 2.671 em 2025. Os recursos são investidos na estruturação de projetos produtivos, com destaque para avicultura, horticultura, caprino e ovinocultura e fruticultura, fortalecendo a produção de alimentos e ampliando a geração de renda nos territórios.
O acompanhamento técnico acontece de forma integrada à Chamada Pública de ATER Biomas, garantindo orientação contínua para que os atendidos utilizem corretamente os recursos e desenvolvam suas atividades de maneira sustentável.
Nesse processo, a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários da Bahia (UNISOL-BA) atua como entidade de ATER, acompanhando e apoiando agricultores e agricultoras do Vale do Jequiriçá, como Daiana Santos, da comunidade de Água Comprida, em Jaguaquara, no fortalecimento de seus projetos produtivos.
Segundo Daiana, o recurso foi essencial na transição para a cacauicultura e na implantação de sistema de irrigação. “Eu era produtora de graviola e o Fomento chegou na hora certa, porque eu estava precisando muito. Com a primeira parcela, o meu projeto foi para cacauicultura e adubação. Eu plantei o meu cacau e agora já tá todo bonitinho e crescidinho. A segunda parcela foi para irrigação, que vai ser muito benéfica porque em tempo de verão a gente sofre muito com a falta de água nas plantações”, relatou.
“Antes do recebimento do recurso, muitos agricultores não conseguiam instalar sistemas de irrigação em toda a área cultivada, transportando manualmente os canos entre as lavouras. Com o investimento, foi possível adquirir a encanação necessária para atender a área produtiva”, explicou a presidente da UNISOL-BA, Anne Sena.
Criado pela Lei 12.512/2011 e regulamentado em 2017, o Programa Fomento Rural integra a estratégia nacional de inclusão produtiva voltada a famílias em situação de vulnerabilidade no campo e, na Bahia, consolida-se como uma das principais políticas de fortalecimento da agricultura familiar e de promoção da segurança alimentar.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, o programa “é uma política que traduz a força da parceria Bahia-Brasil para transformar a vida de quem está na base da produção de alimentos”. Segundo ele, a iniciativa reafirma o compromisso com o desenvolvimento rural sustentável:
“O programa chega direto às famílias, fortalece a produção, movimenta a economia dos territórios e cria condições reais para que agricultores e agricultoras ampliem sua renda com mais autonomia, combatendo a vulnerabilidade social e valorizando o trabalho no campo”.
Mais comida saudável nas escolas e renda no campo: Governo da Bahia investe R$ 50,2 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar
O Governo da Bahia deu mais um passo para fortalecer a agricultura familiar e garantir alimentação de qualidade na rede estadual de ensino. Na última quinta-feira (29), foi publicada a 2ª Chamada Pública Centralizada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que destina R$ 50,2 milhões à compra de alimentos produzidos por agricultores e agricultoras familiares dos 27 Territórios de Identidade do estado.
O edital reforça a parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e a Secretaria da Educação (SEC), conectando produção local, consumo institucional e segurança alimentar.
Nesta nova chamada, o número de itens adquiridos pela rede estadual salta de seis para 16, fortalecendo sistemas produtivos em todo o Estado e diversificando o cardápio das escolas. Entre os produtos incluídos estão café, aipim, flocão de milho, farinha de mandioca, ovos caipiras, feijão, leite em pó, cacau, polpas de frutas, iogurte, filé de tilápia, mel, tapioca e carne de cordeiro.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a ampliação da chamada centralizada é resultado de uma decisão de fortalecer o campo e garantir que o investimento público cumpra sua função social.
“Estamos falando de colocar dinheiro para girar na economia dos territórios, fortalecer cooperativas, gerar renda no campo e garantir alimentação saudável nas escolas. É uma política estruturante, que une desenvolvimento rural, segurança alimentar e compromisso social”, destaca.
Mais agilidade e transparência
Para dar mais eficiência a esse processo, a SDR, por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), desenvolveu o Sistema Cotação Rural Bahia. A plataforma organiza as compras públicas ao reunir fornecedores cadastrados, produtos com especificações técnicas e preços atualizados pelos próprios produtores, além de informações sobre origem e contato direto.
“A rede estadual está pronta para investir mais de meio bilhão de reais no PNAE. Nosso papel é canalizar esses recursos para quem produz no campo, e o sistema é um passo decisivo nesse processo. Ele assegura celeridade, transparência e valorização da produção local”, destaca o superintendente de Agricultura Familiar, Euzimar Carneiro.
A nova chamada foi anunciada durante a abertura da 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CEDRSS). Aliada ao Cotação Rural, reafirma o compromisso do Governo do Estado em fortalecer a agricultura familiar, garantindo segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, além de transformar a alimentação escolar em uma ferramenta de inclusão produtiva e dinamização da economia nos territórios baianos.
Novo escritório do FIDA em Salvador consolida parceria com a SDR e expande ações no rural baiano
A inauguração do novo escritório do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no último sábado (31), em Salvador, marca um passo estratégico para a execução de projetos executados em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) na Bahia. Segundo do FIDA no Brasil, o espaço institucional significa maior articulação técnica e financeira e ritmo acelerado para iniciativas que já estão em campo, como o Projeto Sertão Vivo e o Parceiros da Mata.
A inauguração assegura apoio mais próximo para consolidar ações que têm grande impacto social e ambiental na Bahia, garantindo maior sincronia entre o Estado e o Fundo Internacional e maior capacidade de monitorar impactos e ajustar atividades. A presença do escritório também potencializa intercâmbios técnicos e a cooperação Sul-Sul, que já vinha sendo praticada por meio de visitas de delegações de países como Angola e Moçambique.
“O novo escritório é uma conquista para toda a Bahia. Com o aumento da presença do FIDA, vamos acelerar a execução de projetos estratégicos, potencializar investimentos e fortalecer o protagonismo das nossas comunidades rurais dentro e fora do Estado. Os projetos Sertão Vivo e o Parceiros da Mata, por exemplo, vão ter uma janela direta para articular recursos, assistência técnica e inovação, que se traduzem em acesso à água, geração de renda e mais qualidade de vida para milhares de famílias”, afirma o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso.
Para o coordenador do Programa do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola no Brasil, Hardi Vieira, o novo escritório é “um marco para a forte parceria com a SDR e a CAR. Ele consolida diálogo e parceria com projetos já em andamento, como Parceiros da Mata e Sertão Vivo, mas também abre oportunidades para reforçar e ampliar as parcerias com novos investimentos como no Cerrado, atualmente em discussão”.
Hardi ainda destaca que “o escritório de Salvador acompanha todos os investimentos do FIDA no Nordeste, totalizando R$ 5,5 bilhões, e buscará sinergias com outras atividades e investimentos da região”. Segundo ele, “isso significa que a Bahia será central para o futuro do FIDA no Brasil, onde sua equipe estará baseada para as operações no Nordeste”.
Investimento do FIDA na Bahia
No semiárido baiano, a parceria entre o FIDA e a SDR, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), se materializa no Projeto Sertão Vivo, que investe mais de R$ 300 milhões em tecnologias de acesso à água, sistemas agroflorestais e práticas de baixo carbono. A iniciativa alcança 49 municípios, em 13 territórios, com previsão de beneficiar cerca de 75 mil famílias em 300 comunidades, fortalecendo a resiliência climática e a permanência digna no campo. Ainda conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Verde do Clima.
Já na Mata Atlântica, a parceria ganha forma com o Parceiros da Mata, que direciona R$ 800 milhões para 77 municípios, garantindo saneamento, segurança hídrica, proteção ambiental e inclusão produtiva. O projeto, que também conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), prioriza mulheres, jovens e povos tradicionais, além de promover desenvolvimento sustentável aliado à geração de renda.