Agricultura, cultura e identidade marcam a 1ª Feira da Agricultura Familiar Indígena na Costa do Descobrimento e Extremo Sul da Bahia

20/02/2026
Agricultura, cultura e identidade marcam a 1ª Feira da Agricultura Familiar Indígena na Costa do Descobrimento e Extremo Sul da Bahia
Foto: Ítalo Oliveira/SDR/GOVBA
Entre cestarias, alimentos tradicionais, cores, cantos e saberes ancestrais, a agricultura familiar indígena ganha foco na 1ª Feira da Agricultura Familiar Indígena da Costa do Descobrimento e do Extremo Sul, que acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro, em Cora Vermelha. O evento, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), transforma a Cruz do Cruzeiro em um grande espaço de encontro entre produção, cultura e geração de renda para os povos originários.

A feira reúne indígenas de aproximadamente 40 aldeias, com protagonismo do povo Pataxó e participação dos Tupinambá, promovendo a comercialização direta de produtos da agricultura familiar indígena. Ao longo da programação, o público terá acesso à emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), palestras, rodas de conversa, diálogos institucionais, entregas de mudas, troca de saberes e apresentações culturais.

A iniciativa integra o Projeto Vem Pra Feira, fortalecendo a inclusão produtiva, valorizando os territórios tradicionais e ampliando o acesso a mercados para a produção indígena. Para o superintendente de Agricultura Familiar, Euzimar Carneiro, a feira também estimula o consumo de alimentos saudáveis, fortalecendo a “segurança alimentar do povo indígena e da população em geral”.

Segundo ele, “quando unimos dois territórios, ampliamos as possibilidades. O Vem Pra Feira vem justamente para integrar, dar vazão à produção, gerar oportunidades para os agricultores familiares e promover o desenvolvimento rural”.

Diana “Andorinha”, agricultora familiar da aldeia indígena de Mata Medonha, celebrou a feira como um espaço de acolhimento, troca e valorização do que é produzido no território. “Eu gostei muito da iniciativa de apoiar a nós, porque a gente às vezes fica pra lá e não sabe dessas oportunidades. Aqui, nós trouxemos chá, banana, sabão de coco, óleo, limão, bolsa e várias outras coisinhas”, afirmou.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a feira é fruto de mobilização e diálogo com os territórios. “Essa feira nasce do reconhecimento da força da agricultura familiar indígena e do compromisso do Governo do Estado em criar pontes entre produção, cultura e mercado. Mobilizamos parceiros e políticas públicas para garantir estrutura, visibilidade e oportunidades reais de renda para os povos originários”, afirmou.

A ação do Governo da Bahia é realizada em parceria com o Povo Pataxó, a Cooperativa de Trabalho, Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (COOTRAF) e o Instituto Korihé. Também atuam no evento as Superintendências de Agricultura Familiar (SUAF/SDR) e de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR) e o Programa Bahia Sem Fome.
Fonte
Texto: Rodrigo Pimentel/SDR/GOVBA
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