CEAPA participa do lançamento do Observatório Popular sobre as Políticas de Drogas

06/06/2017

A Central de Penas e Medidas Alternativas da Seap participou, nesta segunda-feira (06), do lançamento doObservatório Popular de Políticas de Drogas (OPPD), projeto que vai reunir estatísticas sobre iniciativas do poder público no trato às drogas através daamostra dos dados de 13 estados brasileiros.

Após o processo de pesquisa e coleta, os dados sobre a política de drogas estarão reunidos, a partir de 8 de dezembro, em um portal na internet.

A Ceapa contribuiucom as discussões, pois, tem vivência prática das implicações sociais e penais das pessoas que acompanha, seja pelos atendimentosdiretos ao usuário de substâncias psicoativas, que são encaminhados pelo Judiciário por meio das Transações Penais, ou aindapelos cumpridoresenvolvidos com situações de tráfico, que são sentenciados àpenas restritivas de direitos. "É umafrente de trabalho muitoimportante, pois dialoga com ações que transversalizam com o escopo dotrabalho desenvolvido pela Ceapa e Núcleos, e é mais do que necessário apropriar-se destas discussões a fim de potencializar as intervenções do corpo técnico e coordenações", destacou a coordenadora da Ceapa, Andréa Mércia.

O projeto, que foi debatido no auditório da Uneb, contou com a presença do presidente do bloco afro Ilê Ayê, Antônio dos Santos, o Vovô, que se mostrou satisfeito com a iniciativa. Segundo ele, o OPPD surge como mais um meio de debater questões sociais.

Buscando discutir a política de drogas como uma forma de segregação racial, a coordenadora do observatório, Anhamona Brito, disse que o projeto busca reunir legisladores e movimentos sociais para a discussão da temática. “Vamos juntar as forças para uma proposta inovadora: coletar, comparar número, investimentos e metas dos estados a respeito do trato às drogas”, avaliou Anhamona, que também faz parte do Coletivo de Entidades Negras (CEN).

O desenvolvimento e apresentação da pesquisa do observatório terá o apoio logístico e tecnológico da Uneb, por meio do Centro de Referência e Desenvolvimento em Humanidades.

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