A resistência negra expressa e cantada através da música foi destaque no Carnaval de Salvador nesta sexta-feira (5). O som percussivo do Olodum e a animação do samba deram o tom da festa carnavalesca no circuito Batatinha (Pelourinho), com a presença do governador Rui Costa, da primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais, Aline Peixoto, da titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, da Cultura (Secult), Jorge Portugal, dentre outros dirigentes de órgãos estaduais.
Rui Costa e as demais autoridades prestigiaram a tradicional saída do bloco Olodum, afirmando que a mensagem de valorização das raízes negras trabalhada pela entidade “É algo que temos que propagar não só para o Brasil, mas para o mundo todo". O governador também destacou a legitimidade na escolha do samba como tema do Carnaval do Pelô. “O samba nasceu com o povo negro do Recôncavo Baiano. Portanto, é uma justíssima homenagem”, disse o governador, se referindo ao tema 'Bahia: Terra Mãe do Samba'.
A titular da Sepromi, Vera Lúcia Barbosa ressaltou que a Bahia realizou a adesão à Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) no ano passado, associando suas ações à Organização das Nações Unidades (ONU), que coloca como um dos principais eixos de trabalho o “reconhecimento” pelas contribuições da população negra nos diversos aspectos da sociedade, o que passa, segundo ela, pela sua participação na elevação da cultura baiana.
Com o tema 'Bahia, Terra Mãe do Samba', o Carnaval do Pelô conta com diversas atrações gratuitas, que são realizadas nas variadas praças, ruas e largos. O folião conta com mais de 220 apresentações em homenagem ao samba, além de uma série de manifestações culturais pelas ruas do bairro. A coordenação do circuito é do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult).