O grupo de trabalho “Universidades”, da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia, se reuniu nesta quarta-feira (08), na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em Salvador. Seus integrantes contribuíram com sugestões para o plano de ação da Década Estadual Afrodescendente, tendo a educação como base para o enfrentamento ao racismo. Também apontaram estratégias para garantir o direito da população negra em ingressar nas instituições de ensino superior pelo sistema de cotas. Este debate ocorre após diálogo estabelecido com o Ministério Público (MP) sobre procedimentos de verificação da autodeclaração racial, na tentativa de evitar fraudes no processo.
Na pauta, vale destacar, ainda, as ações afirmativas e o trabalho da Caravana da Igualdade/Diálogos Formativos, resultado de parceria da Sepromi com as Secretarias da Educação (SEC) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). A atividade tem como objetivo minimizar as práticas discriminatórias e racistas no âmbito da estrutura educacional, assim como trabalhar o enfrentamento ao sexismo e à homofobia.
O encontro contou com a participação da coordenadora da Rede, Nairobi Aguiar; do coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Antônio Cosme Lima; Maria Aparecida, da Assessoria de Planejamento e Gestão (APG); e do profº Basilon Carvalho, responsável pelo grupo de trabalho, que se reúne, geralmente, às últimas quintas-feiras de cada mês.
Também estiveram presentes a pró-reitora de graduação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), profª Talamira Brito; o ouvidor e a representante da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis da Universidade Estadual de Feira de Santana (Proaf/UEFS), respectivamente, profº Marconi Sena e Carina Oliveira; Emanoel Soares, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); e Cláudia Monteiro, da Coordenação de Desenvolvimento da Educação Superior (Codes) da SEC .