Fórum Social Mundial é pauta de encontro na Sepromi

10/10/2016
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) recebeu nesta segunda-feira (10), em Salvador, entidades civis participantes do Fórum Social Mundial (FSM). A titular da pasta, Fabya Reis, manteve reunião com Damien Hazard, da Vida Brasil e Associação das Organizações Não Governamentais (Abong), além de Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). Discutiram, dentre outros assuntos, sobre a importância do FSM e sua capacidade de agregar uma grande diversidade de segmentos em torno do debate de novas ideias e propostas políticas, sociais, econômicas e ambientais no cenário internacional.

O ativista Damien Hazard afirmou que “o Brasil tem sido protagonista do Fórum”, com a presença ativa de movimentos de diferentes matizes, num diálogo de construção coletiva. “Temos percebido o estreitamento da relação entre as organizações das frentes LGBTs, ambientalistas, juventude, albinos, mulheres, do movimento negro e de defesa da democracia”, disse Damien.

Já Gilberto Leal, da Conen, destacou a política interativa do coletivo de entidades participantes do FSM. “Vale destacar a dinâmica de realizar seminário preparatório, devolutivas à sociedade e atividades periódicas que alimentam e retomam debates importantes”, considerou, ressaltando, ainda, as contribuições da Sepromi para a presença da comitiva baiana no Fórum.

A secretária da Sepromi enfatizou que é fundamental “dar densidade e visibilidade às discussões geradas em torno do Fórum Social, ao longo das suas edições”. Para ela, é fundamental a escuta dos movimentos sociais por parte dos governos, no exercício de colocar as pautas do FSM na ordem do dia. “Respeitar a autonomia da sociedade civil nos debates, com as propostas levantadas sobre a realidade mundial, devem ser compreendidas como essenciais para os governos”, avaliou Fabya, considerando que a luta antirracista é reforçada com as convergências e reflexões possibilitadas pelo FSM.

De acordo com a dirigente, as tratativas realizadas a partir da participação da Bahia no FSM são uma oportunidade de enriquecer as contribuições para o plano de trabalho da Década Internacional Afrodescendente, cuja adesão da Bahia ocorreu ano passado. De acordo com decreto do governador Rui Costa, um conjunto de secretarias e órgãos estaduais deverá sistematizar neste documento as políticas prioritárias para promoção do reconhecimento, da justiça e desenvolvimento das comunidades negras até 2024.