Semana sobre Doença Falciforme no Center Lapa é aberta com participação da Sepromi

18/10/2016
Quem passar pelo shopping Center Lapa, em Salvador, até o próximo sábado (22) poderá ter acesso a diversas informações sobre a doença falciforme, que têm maior prevalência entre a população negra, a exemplo de sinais, sintomas e detecção precoce, podendo, inclusive, fazer o teste de identificação e doar sangue. As atividades integram a Semana sobre a Doença Falciforme - Cuidar do outro, é cuidar de mim, aberta na manhã desta terça-feira (18) com a participação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi).

A campanha, organizada pelo estabelecimento comercial e pela Associação Baiana das Pessoas com Doença Falciforme (ABADFAL), segundo o assessor especial da Sepromi, Ailton Ferreira, “é fundamental para a divulgação do conhecimento sobre a patologia, assim como na criação de estratégias para o acompanhamento, tratamento e melhoria da qualidade de vida das pessoas”. A programação inclui, ainda, estandes para orientação ao público, rodas de conversas, oficinas lúdicas para crianças e exposição, com fotos de personalidades baianas que apoiam a causa, como a secretária Fabya Reis (Sepromi).

“Estamos ampliando a discussão sobre a doença, dando visibilidade a pauta e ao racismo institucional, que dificulta o tratamento dos afrodescendentes. O debate não pode ficar restrito às famílias e aos lugares de atendimento. Temos que trazer a sociedade para dialogar”, disse o coordenador de formação e pesquisa da ABADFAL, Altair Lira. Para a gerente de marketing do Center Lapa, Ivanir Mattos, a iniciativa pode servir de exemplo para outros estabelecimentos, tornando-os também espaços de cidadania e participação, com portas abertas para levar informação.

Sobre a doença - Uma das doenças hereditárias mais comuns no mundo, a anemia falciforme, como é conhecida, tem maior número de casos na Bahia, fora do continente africano. Estima-se que, a cada 650 bebês nascidos, um possui a doença. Sua principal característica é a alteração das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue). Essas células modificadas tomam a forma de foice (daí o nome falciforme) e não circulam facilmente pelos vasos sanguíneos. O bloqueio na circulação impede a chegada do oxigênio aos tecidos, o que desencadeia uma série de sintomas. As pessoas com doença falciforme podem apresentar anemia crônica, icterícia (cor amarelada na pele e nos olhos) e dores nos ossos, músculos e articulações.

Cuidados - Os tratamentos incluem medicamentos, transfusões de sangue e, em casos raros, o transplante da medula óssea. O ambulatório da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), que conta com um espaço específico no Center Lapa durante a Semana, é o principal serviço de referência do Estado da Bahia para atendimento de pacientes com doença falciforme. A equipe médica é formada por médicos hematologistas, clínicos, pediatras, gastroenterologista e médico radiologista.