21/03/2017
Com o Teatro Vila Velha lotado nesta terça-feira (21), em Salvador, um conjunto de militantes do movimento negro, das religiões de matriz africana, comunicadores e entidades representativas discutiram alternativas para o combate ao racismo e à intolerância na mídia. A atividade, organizada pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), marcou o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial na Bahia.
“Numa data emblemática da luta racial, procuramos amplificar as vozes da sociedade civil que fazem o combate às opressões, debatendo a representação e as formas de abordagem da imagem do povo negro nos meios midiáticos. Como esfera governamental somamos nossas ações a esta agenda”, ressaltou a titular da Sepromi, Fabya Reis. A gestora citou políticas afirmativas e serviços mantidos pelo Governo do Estado, como a Rede e o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, que monitoram a ocorrência de casos em todas as suas tipificações.
O diretor geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), Flávio Gonçalves, ressaltou que o enfrentamento às violações de direito no campo racial deve estar na ordem do dia. “O racismo acontece todos os dias, portanto, deve ser uma questão discutida durante todo o ano. É fundamental que os veículos de comunicação reflitam sobre a presença da população negra e o tratamento de suas questões nestes espaços”, afirmou o dirigente.
Durante o evento o IRDEB e a Sepromi firmaram um Acordo de Cooperação Técnica que oficializa a TVE como emissora oficial da Década Internacional Afrodescendente na Bahia. “Temos dado cada vez mais espaço a esta pauta, entendendo nosso compromisso enquanto televisão pública no estado de maior concentração negra do país, potencializando o trabalho que já desenvolvemos de forma periódica”, ressaltou.
Papel estratégico - “Este debate é importante e reforça nosso papel decisivo em desconstruir as práticas racistas, intolerantes e homofóbicas por meio das mídias. É um trabalho de mudança de culturas”, disse Yuri Silva, membro do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) e profissional de mídia impressa.
“Ainda estamos num momento incipiente neste contexto, mas a democratização da comunicação através da internet, por exemplo, possibilita ampliar esse debate em torno das questões das identidades, religiosidades afro-brasileiras. São novas alternativas que dão esperança na inserção de conteúdos de qualidade”, reforçou a jornalista Cleidiana Ramos, do site Flor de Dendê. Também participaram do painel de debate André Santana, do Instituto Mídia Étnica e Portal Correio Nagô, além de Jamile Menezes, idealizadora do Portal Sotero Preta.
“Numa data emblemática da luta racial, procuramos amplificar as vozes da sociedade civil que fazem o combate às opressões, debatendo a representação e as formas de abordagem da imagem do povo negro nos meios midiáticos. Como esfera governamental somamos nossas ações a esta agenda”, ressaltou a titular da Sepromi, Fabya Reis. A gestora citou políticas afirmativas e serviços mantidos pelo Governo do Estado, como a Rede e o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, que monitoram a ocorrência de casos em todas as suas tipificações.
O diretor geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), Flávio Gonçalves, ressaltou que o enfrentamento às violações de direito no campo racial deve estar na ordem do dia. “O racismo acontece todos os dias, portanto, deve ser uma questão discutida durante todo o ano. É fundamental que os veículos de comunicação reflitam sobre a presença da população negra e o tratamento de suas questões nestes espaços”, afirmou o dirigente.
Durante o evento o IRDEB e a Sepromi firmaram um Acordo de Cooperação Técnica que oficializa a TVE como emissora oficial da Década Internacional Afrodescendente na Bahia. “Temos dado cada vez mais espaço a esta pauta, entendendo nosso compromisso enquanto televisão pública no estado de maior concentração negra do país, potencializando o trabalho que já desenvolvemos de forma periódica”, ressaltou.
Papel estratégico - “Este debate é importante e reforça nosso papel decisivo em desconstruir as práticas racistas, intolerantes e homofóbicas por meio das mídias. É um trabalho de mudança de culturas”, disse Yuri Silva, membro do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) e profissional de mídia impressa.
“Ainda estamos num momento incipiente neste contexto, mas a democratização da comunicação através da internet, por exemplo, possibilita ampliar esse debate em torno das questões das identidades, religiosidades afro-brasileiras. São novas alternativas que dão esperança na inserção de conteúdos de qualidade”, reforçou a jornalista Cleidiana Ramos, do site Flor de Dendê. Também participaram do painel de debate André Santana, do Instituto Mídia Étnica e Portal Correio Nagô, além de Jamile Menezes, idealizadora do Portal Sotero Preta.