Mulheres negras urbanas e quilombolas discutem políticas públicas

25/03/2017
No mês de luta das mulheres, acontece até amanhã (26) na Casa de Angola, em Salvador, o “Encontro de Mulheres Negras e Quilombolas: Discutindo desenvolvimento e políticas públicas na contemporaneidade”, realizado pela Associação Protetora dos Desvalidos (SPD), Rota dos Quilombos e organizações parceiras. O evento tem como objetivo construir estratégias para o fortalecimento de ações que favoreçam o engajamento das mulheres negras urbanas e quilombolas, principalmente nas áreas da autonomia econômica, dos empreendimentos solidários e políticas de gênero. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participou do evento neste sábado (25).

“Nosso objetivo principal é promover o fortalecimento dos vínculos, entendendo que os problemas e demandas destes segmentos são muito similares e precisamos estar juntas para que as soluções ocorram gradativamente. Queremos debater nosso empoderamento em diversos espaços da sociedade, visualizando as dificuldades e possibilidades por meio de troca de informações com as participantes, que chegaram de diversas regiões”, disse Lígia Margarida, presidenta da SPD.

A titular da Sepromi, Fabya Reis ressaltou que o encontro é “uma oportunidade de discutir os desafios e avanços no campo das políticas e como elas podem contribuir com medidas efetivas para a promoção das mulheres negras e quilombolas”, no conjunto das comunidades tradicionais reconhecidas na Bahia. Ela destacou que entre os instrumentos norteadores das ações governamentais estão as Políticas Nacional e Estadual de Desenvolvimento dos Povos e Comunidades Tradicionais, bem como o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, para o qual o governo trabalha para a regulamentação do capítulo das mulheres negras.

Ao final do encontro, as mulheres produzirão documentos que sistematizam as propostas e encaminhamentos resultantes dos debates. Ainda durante o evento foram expostas peças confeccionadas a partir do artesanato da piaçava, além de azeite de dendê, sendo todos resultados do trabalho de mulheres quilombolas. Comunidades quilombolas do Recôncavo, Baixo Sul, Boninal, além de quilombos urbanos e outros territórios estiveram presentes nas atividades.