09/06/2017
Iniciado nesta quinta-feira (8), em Paulo Afonso, a 19ª Reunião Ordinária da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), reúne os segmentos indígenas, ciganos, terreiros, marisqueiras e pescadores, fundos e fechos de pasto, geraizeiros, quilombolas e extrativistas. O evento foi aberto pela presidente do colegiado e titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, dentre outras representações do poder público e sociedade civil.
“O grande objetivo é promover a interiorização dos debates com os segmentos tradicionais e ampliação de diálogos no Território de Identidade Itaparica. É uma oportunidade de incorporarmos novas agendas de trabalho, compreendendo melhor a realidade regional e aproximando-a das políticas públicas específicas. Esse formato ajuda a estreitar os nossos canais de interlocução”, ressaltou Fabya Reis. Ela informou, ainda, que o próximo território a ser visitado será Bacia do Rio Corrente, com atividades sediadas no município de Correntina, ainda este ano.
A representante do Colegiado Territorial de Itaparica, Valda Aroucha, ressaltou a importância das políticas focadas nas questões que envolvem a territorialidade e suas identidades. “Entendemos que a luta dos povos e comunidades tradicionais é multidimensional. Aqui temos um território de múltiplas diversidades e demandas, a exemplo da necessidade de políticas voltadas à garantia da terra e território”, ressaltou. De acordo com Valda, uma das ações mais significativas, em execução, é a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que tem sido observada como uma “estratégia de otimização de esforços por parte do Governo do Estado”, com recursos assegurados pelo Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
Representando a CESPCT na mesa oficial de abertura, Valdivino Rodrigues disse que a interiorização das discussões é essencial para a visibilidade dos segmentos tradicionais. “Assim, possibilitamos uma oportunidade para que a sociedade e o Estado brasileiro reconheçam a importância dos povos de comunidades tradicionais, não somente para a garantia da sustentabilidade, mas para a valorização da importância da sua riqueza cultural e dos diferentes modos de vida. Precisamos, cada vez mais, fortalecer este espaço que agrega um variedade de experiências coletivas”.
Programação intensa - As atividades da CESPCT seguem nesta sexta-feira (9), com visitas a comunidades tradicionais da região, a exemplo dos indígenas Kariri Xocó, que sofreram ordem de despejo de suas áreas no último dia 25, em Paulo Afonso. Também será visitada a comunidade de fundo de pasto Lagoa da Onça, em Glória, além do terreiro Abassá da Deusa Oxum de Idjemim. A programação do evento inclui, ainda, rodas de diálogo, explanações sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e o contexto dos segmentos tradicionais no semiárido baiano.
Parceiros na região - Na articulação do encontro, no conjunto dos parceiros regionais, estão a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), estruturas vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR); Núcleo de Estudos em Povos e Comunidades Tradicionais e Ações Socioambientais (Nectas) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Instituto Acção; e ONG Agendha (Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia).
“O grande objetivo é promover a interiorização dos debates com os segmentos tradicionais e ampliação de diálogos no Território de Identidade Itaparica. É uma oportunidade de incorporarmos novas agendas de trabalho, compreendendo melhor a realidade regional e aproximando-a das políticas públicas específicas. Esse formato ajuda a estreitar os nossos canais de interlocução”, ressaltou Fabya Reis. Ela informou, ainda, que o próximo território a ser visitado será Bacia do Rio Corrente, com atividades sediadas no município de Correntina, ainda este ano.
A representante do Colegiado Territorial de Itaparica, Valda Aroucha, ressaltou a importância das políticas focadas nas questões que envolvem a territorialidade e suas identidades. “Entendemos que a luta dos povos e comunidades tradicionais é multidimensional. Aqui temos um território de múltiplas diversidades e demandas, a exemplo da necessidade de políticas voltadas à garantia da terra e território”, ressaltou. De acordo com Valda, uma das ações mais significativas, em execução, é a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que tem sido observada como uma “estratégia de otimização de esforços por parte do Governo do Estado”, com recursos assegurados pelo Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
Representando a CESPCT na mesa oficial de abertura, Valdivino Rodrigues disse que a interiorização das discussões é essencial para a visibilidade dos segmentos tradicionais. “Assim, possibilitamos uma oportunidade para que a sociedade e o Estado brasileiro reconheçam a importância dos povos de comunidades tradicionais, não somente para a garantia da sustentabilidade, mas para a valorização da importância da sua riqueza cultural e dos diferentes modos de vida. Precisamos, cada vez mais, fortalecer este espaço que agrega um variedade de experiências coletivas”.
Programação intensa - As atividades da CESPCT seguem nesta sexta-feira (9), com visitas a comunidades tradicionais da região, a exemplo dos indígenas Kariri Xocó, que sofreram ordem de despejo de suas áreas no último dia 25, em Paulo Afonso. Também será visitada a comunidade de fundo de pasto Lagoa da Onça, em Glória, além do terreiro Abassá da Deusa Oxum de Idjemim. A programação do evento inclui, ainda, rodas de diálogo, explanações sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e o contexto dos segmentos tradicionais no semiárido baiano.
Parceiros na região - Na articulação do encontro, no conjunto dos parceiros regionais, estão a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), estruturas vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR); Núcleo de Estudos em Povos e Comunidades Tradicionais e Ações Socioambientais (Nectas) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Instituto Acção; e ONG Agendha (Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia).