25/05/2017
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) destaca a passagem do 25 de maio, o Dia da África, como momento de lembrar conquistas, gerar reflexão e renovar as lutas do povo negro. A data foi instituída oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) e faz memória à fundação da Organização de Unidade Africana (OUA), em Addis Abeba, na Etiópia, no ano de 1963. O Dia da África também integra o calendário oficial da Bahia, a partir da Lei Estadual 13.693, de autoria do deputado estadual Bira Corôa, sancionada pelo governador Rui Costa no último mês de janeiro.
Para a secretária da Sepromi, Fabya Reis, a data pode ser elencada como uma das mais importantes na luta do movimento negro e dos marcos históricos de resistência e afirmação dos países africanos. “Potencializa um conjunto de datas emblemáticas e elementos importantes para compreensão sobre o processo de formação identitária do nosso povo. É uma oportunidade de ressaltar, inclusive, as relações históricas do Brasil com a África, desde a condição de escravização de pessoas e das superações ainda em curso, até os valores e influências expressivas na nossa cultura, culinária e modos de vida”, afirmou.
A gestora ressaltou, ainda, a importância das ações afirmativas e das políticas reparatórias como instrumentos para ressiginificar a história, equiparar oportunidades e enfrentar o racismo institucional e as intolerâncias que afetam o povo negro. Como uma das ações mais recentes ela cita a instituição da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) pela ONU, abraçada de forma pioneira pelo Governo da Bahia. O reforço das ações destinadas à população negra baiana é um dos focos do trabalho governamental a partir desta medida, citando como exemplo as iniciativas previstas no Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa da Bahia, além do Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais.
Mais sobre o Dia da África - O Dia da África é celebrado como feriado público em países africanos como Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. Também há celebrações, porém, realizadas em diversas outras nações do continente e da diáspora. O dia também tem um profundo significado para a memória coletiva dos povos do continente e demonstração de objetivo comum de unidade e solidariedade dos africanos na luta pelo desenvolvimento econômico do continente.
O continente africano e relações com o Brasil - A África é formada por 54 países, que têm distintas etnias, culturas e distribuição social, assim como aspectos econômicos e políticos diferentes. Depois da Ásia, é o continente mais populoso do mundo. O Continente Africano está dividido em cinco regiões: África Setentrional, África Ocidental, África Central, África Oriental e África meridional. Os países que se tornaram referência em decorrência do crescimento econômico são África do Sul, Egito e Líbia. Recentemente registram avanços Angola, Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
A relação do Brasil com os países africanos é profícua. Representantes brasileiros participam como convidados de discussões promovidas pela União Africana (que reúne 52 países) com o objetivo de discutir temas referentes à paz e segurança na região.
No quadro da política exterior brasileira, a África é uma área de permanente interesse estratégico. Fatores econômicos e políticos, bem como vínculos culturais e afinidades de diversas naturezas unem o Brasil à África. Entre eles destaca-se a consciência da população brasileira de sua raiz africana. Atualmente, segundo dados do IBGE, 53% dos brasileiros se definem como afrodescendentes, maior população afrodescendente fora da África. Nesse sentido, o Brasil defendeu a instituição de 2011 como Ano Internacional dos Afrodescendentes, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Também está em vigor, por meio da ONU, a Década Internacional Afrodescendente, com adesão do Governo da Bahia, inclusive. Vale destacar que o movimento negro e organizações da sociedade civil são verdadeiros motores das relações e diálogos que aproximam Brasil e África.
Para a secretária da Sepromi, Fabya Reis, a data pode ser elencada como uma das mais importantes na luta do movimento negro e dos marcos históricos de resistência e afirmação dos países africanos. “Potencializa um conjunto de datas emblemáticas e elementos importantes para compreensão sobre o processo de formação identitária do nosso povo. É uma oportunidade de ressaltar, inclusive, as relações históricas do Brasil com a África, desde a condição de escravização de pessoas e das superações ainda em curso, até os valores e influências expressivas na nossa cultura, culinária e modos de vida”, afirmou.
A gestora ressaltou, ainda, a importância das ações afirmativas e das políticas reparatórias como instrumentos para ressiginificar a história, equiparar oportunidades e enfrentar o racismo institucional e as intolerâncias que afetam o povo negro. Como uma das ações mais recentes ela cita a instituição da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) pela ONU, abraçada de forma pioneira pelo Governo da Bahia. O reforço das ações destinadas à população negra baiana é um dos focos do trabalho governamental a partir desta medida, citando como exemplo as iniciativas previstas no Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa da Bahia, além do Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais.
Mais sobre o Dia da África - O Dia da África é celebrado como feriado público em países africanos como Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. Também há celebrações, porém, realizadas em diversas outras nações do continente e da diáspora. O dia também tem um profundo significado para a memória coletiva dos povos do continente e demonstração de objetivo comum de unidade e solidariedade dos africanos na luta pelo desenvolvimento econômico do continente.
O continente africano e relações com o Brasil - A África é formada por 54 países, que têm distintas etnias, culturas e distribuição social, assim como aspectos econômicos e políticos diferentes. Depois da Ásia, é o continente mais populoso do mundo. O Continente Africano está dividido em cinco regiões: África Setentrional, África Ocidental, África Central, África Oriental e África meridional. Os países que se tornaram referência em decorrência do crescimento econômico são África do Sul, Egito e Líbia. Recentemente registram avanços Angola, Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
A relação do Brasil com os países africanos é profícua. Representantes brasileiros participam como convidados de discussões promovidas pela União Africana (que reúne 52 países) com o objetivo de discutir temas referentes à paz e segurança na região.
No quadro da política exterior brasileira, a África é uma área de permanente interesse estratégico. Fatores econômicos e políticos, bem como vínculos culturais e afinidades de diversas naturezas unem o Brasil à África. Entre eles destaca-se a consciência da população brasileira de sua raiz africana. Atualmente, segundo dados do IBGE, 53% dos brasileiros se definem como afrodescendentes, maior população afrodescendente fora da África. Nesse sentido, o Brasil defendeu a instituição de 2011 como Ano Internacional dos Afrodescendentes, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Também está em vigor, por meio da ONU, a Década Internacional Afrodescendente, com adesão do Governo da Bahia, inclusive. Vale destacar que o movimento negro e organizações da sociedade civil são verdadeiros motores das relações e diálogos que aproximam Brasil e África.
*Com informações do Itamaraty / Ministério das Relações Exteriores