29/06/2017
A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, recebeu nesta quinta-feira (29), em Salvador, a ativista negra e antropóloga norte-americana Sheila Walker, numa agenda articulada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN). Na pauta estavam temas relacionados às contribuições da população negra no mundo, o seu contexto de lutas históricas e o fortalecimento da relação entre os países da diáspora africana.
Walker tem, dentre seus objetos de estudo, questões referentes às origens do ser humano na África e as mulheres negras como influenciadoras da cultura no mundo. “Temos que reivindicar a história de contribuições das mulheres negras”, pontuou a ativista, durante o encontro. Ela também aborda, em suas pesquisas, as semelhanças entre os vários países da diáspora africana, incluindo o Brasil, assim como a importância da aproximação destas nações.
A secretária da Sepromi apresentou as ações voltadas à promoção da igualdade racial na Bahia, a exemplo das políticas de cotas no serviço público estadual, além do sistema próprio de financiamento, medidas previstas no Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. “Todo esse conjunto integra os esforços do Estado para o combate ao racismo histórico e às intolerâncias”, afirmou Fabya Reis.
Ela informou os trâmites destinados à regulamentação de um dos principais capítulos do Estatuto, dedicado às mulheres negras, bem como as ações executadas no âmbito da Década Internacional Afrodescendente, que teve adesão pioneira da Bahia em 2015. Os desafios relacionados ao desenvolvimento dos povos e comunidades tradicionais, principalmente a garantia dos territórios, também estavam nas pautas tratadas pela gestora na reunião.
O avanço nas políticas de reparação e a institucionalização do tema no estado foram pontos destacados pela ativista norte-americana. “Mudou-se muita coisa neste aspecto. Isso me impressionou nessa vinda à Bahia”, disse Sheila Walker, que é doutora em antropologia pela Universidade de Chicago e dirigiu o Centro para Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas.
Agenda na Bahia - A ativista Sheila Walker cumpre extensa agenda na Bahia, incluindo visitas em comunidades de terreiros e em locais emblemáticos da luta do povo negro, no Pelourinho. Também tem outros compromissos institucionais com o Governo do Estado, a exemplo do debate sobre o Dia da Mulher Afro-Latino–Americana e Caribenha, na próxima terça-feira (4), às 14 horas, no Museu de Arte da Bahia (MAB). A atividade conta, ainda, com a parceria da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).
Mais sobre a ativista - Sheila Walker também foi organizadora da conferência intitulada A Diáspora Africana e o Mundo Moderno, realizada em parceria pela Unesco e a Universidade do Texas, e participou do comitê organizador do I Encontro de Chefes de Estado da África e Líderes Afro-Americanos, ocorrido na Costa do Marfim em 1991, além de ter uma intensa participação em movimentos sociais. É autora de livros como “Raízes Africanas/Culturas Americanas: África na Criação das Américas”, publicado em 2001, dentre outros.
Walker tem, dentre seus objetos de estudo, questões referentes às origens do ser humano na África e as mulheres negras como influenciadoras da cultura no mundo. “Temos que reivindicar a história de contribuições das mulheres negras”, pontuou a ativista, durante o encontro. Ela também aborda, em suas pesquisas, as semelhanças entre os vários países da diáspora africana, incluindo o Brasil, assim como a importância da aproximação destas nações.
A secretária da Sepromi apresentou as ações voltadas à promoção da igualdade racial na Bahia, a exemplo das políticas de cotas no serviço público estadual, além do sistema próprio de financiamento, medidas previstas no Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. “Todo esse conjunto integra os esforços do Estado para o combate ao racismo histórico e às intolerâncias”, afirmou Fabya Reis.
Ela informou os trâmites destinados à regulamentação de um dos principais capítulos do Estatuto, dedicado às mulheres negras, bem como as ações executadas no âmbito da Década Internacional Afrodescendente, que teve adesão pioneira da Bahia em 2015. Os desafios relacionados ao desenvolvimento dos povos e comunidades tradicionais, principalmente a garantia dos territórios, também estavam nas pautas tratadas pela gestora na reunião.
O avanço nas políticas de reparação e a institucionalização do tema no estado foram pontos destacados pela ativista norte-americana. “Mudou-se muita coisa neste aspecto. Isso me impressionou nessa vinda à Bahia”, disse Sheila Walker, que é doutora em antropologia pela Universidade de Chicago e dirigiu o Centro para Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas.
Agenda na Bahia - A ativista Sheila Walker cumpre extensa agenda na Bahia, incluindo visitas em comunidades de terreiros e em locais emblemáticos da luta do povo negro, no Pelourinho. Também tem outros compromissos institucionais com o Governo do Estado, a exemplo do debate sobre o Dia da Mulher Afro-Latino–Americana e Caribenha, na próxima terça-feira (4), às 14 horas, no Museu de Arte da Bahia (MAB). A atividade conta, ainda, com a parceria da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).
Mais sobre a ativista - Sheila Walker também foi organizadora da conferência intitulada A Diáspora Africana e o Mundo Moderno, realizada em parceria pela Unesco e a Universidade do Texas, e participou do comitê organizador do I Encontro de Chefes de Estado da África e Líderes Afro-Americanos, ocorrido na Costa do Marfim em 1991, além de ter uma intensa participação em movimentos sociais. É autora de livros como “Raízes Africanas/Culturas Americanas: África na Criação das Américas”, publicado em 2001, dentre outros.